Em decisão que responde ao primeiro recurso do ex-presidente Lula na ação que o condenou por corrupção, o juiz Sergio Moro negou, nesta terça-feira (18), todos os pedidos da defesa e ainda comparou o petista ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Moro voltou a refutar a tese de que Lula nunca foi o proprietário de fato do tríplex no Guarujá (SP). O magistrado comparou o caso do petista ao de Cunha – pois “ele [Cunha] também afirmava, como álibi, que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida”.

“Em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos segundo as provas, e não a mera aparência”, escreveu. Segundo o juiz, que negou omissão, obscuridade ou contradição na sentença, as questões trazidas pelos advogados “não são próprias de embargos de declaração”.

O depoimento do executivo Leo Pinheiro, da OAS, contestado pela defesa, foi considerado por Moro “consistente com as provas documentais do processo”, ao contrário dos álibis do ex-presidente, segundo o juiz.

Pinheiro afirmou que a compra e reforma do apartamento para Lula foram deduzidas de uma “conta-corrente de propinas” que a OAS mantinha com o PT -o que, para a defesa, é uma tese “fantasiosa”.

Moro ainda escreveu que as declarações das testemunhas de defesa, que falaram sobre o aparato anticorrupção construído durante o governo do petista, “não excluem a constatação de que o ex-presidente foi beneficiado materialmente em um acerto de corrupção”.

O juiz, por fim, abriu prazo de oito dias para que o Ministério Público Federal apresente as razões de apelação da sentença. A defesa de Lula também deverá apelar.O caso ainda será julgado pelo TRF (Tribunal Regional Federal) em Porto Alegre. Com informações da Folhapress.

Nosso comentário: realmente o Brasil  está a atravessar uma crise existencial tremenda. De tal maneira tão profunda que é impossível predizer o que poderá acontecer de uma hora para a outra. Quando do nada surgem pessoas que se intitulam de juízes e procuradores que se deixam envolver pelas paixões políticas, como este senhor Moro e o seu correlegionário Dallagnol, que deitam falácias fora da boca julgando-se deuses ou semi deuses, que fazem jurisprudência julgando-se acima da lei, ou seja, a lei é só para os outros, eles dão-se ao “luxo” de praticar todas as arbitrariedades, como aquela do “grampo” de Lula e Dilma e ficou por isso mesmo, é caso para nos preocuparmos em relação ao futuro deste país. 

A afirmação deste senhor que intitula o seu texto é esclarecedora e confirma o que estamos relatando. É constrangedor constatar os objetivos da Lava Jato rolando por água abaixo, serem completamente desvirtuados por pseudo-juízes e procurados sem consistência digna, ética, profissional e dignificante, colocando em risco a soberania brasileira.

É constrangedor ver um juiz e lacaios preocuparem-se tanto com um inofensivo “triplex” sem qualquer documentação que confirme a propriedade de Lula, gastarem tanto tempo e dinheiro à procura de inventar um pretexto para incriminar um elevado expoente da política brasileira (Lula), quando a maioria da população brasileira sobrevive com problemas, carências e lacunas de toda a ordem, quando o Brasil está sengo presidido por um ladrão confirmado por ele próprio e uma “gangada” de lacais corruptos e ladrões que o apoiam tanto na Câmara, quanto no Senado e inclusive no próprio STF, além de outro mestre de carteirinha como o senhor Aécio das Neves, continuando livres e soltinhos como cidadãos impolutos, como se nada se saiba e como se tudo isso fosse normal.

Pobre Brasil, que teve a oportunidade de ser passado a “limpo” e essa mesma intitulada “força tarefa” criada para essa finalidade deixar também subverter-se pela “onda” das suspeitas e insinuações da grande mídia brasileira, que está comandando a politicagem brasileira.  

De fato, esses cargos deveriam ser ocupados, como outrora,  por juizeis e procuradores “maduros” e de grandeza de caráter consistente e dignificante e não por “adolescentes à procura de um lugar ao Sol” … 

Realmente o título deste texto é bem elucidativo da irresponsabilidade, da baixeza de princípios éticos e de caráter, e da imparcialidade que a nobreza de funções lhe atribuem.

Alberto Maçorano