– Agora que você experimentou a violência, em consequências lamentáveis, tente a brandura. A brandura impregna de paz, renovando as paisagens destroçadas pela fúria da violência.

– Depois que você sentiu o ácido destruidor do ódio, tente o amor. O amor consegue vitalizar com energias novas os organismos cadaverizados pelo ódio.

– Já que você conheceu de perto a amargura, vivendo-a por horas aflitivas, tente o otimismo. O otimismo é a terapia de largo alcance para erguer os que tombaram vitimados pela amargura.

– Após o cerco nefando da calúnia, que atormentou demoradamente, tente a compaixão. A compaixão é o algodão que silencia a voz perturbadora da calúnia.

– Quando passem as horas lancinantes do desespero, tente a eficácia da confiança. A confiança reorganiza o ambiente e reajusta as peças das engrenagens morais que o desespero articulou.

– Neste momento em que a exaustão dos sentidos lhe fala da dolorosa realidade em que você se encontra, tente a fraternidade. A fraternidade logra a harmonia que a volúpia das paixões inferiores e as licenciosidades não conseguem oferecer.

– Diante dos efeitos perniciosos de malquerença, tente a bondade. A bondade desinteressada é bálsamo curador sobre as feridas purulentas que a malquerença dilacera.

– Em face das distonias que a mágoa consegue produzir em quem lhe sofre a presença, tente a compreensão. A compreensão identifica melhor as necessidades dos atormentadores e dilui a solução virótica deixada pela mágoa.

– Em decorrência da insatisfação que o atormenta, tente o auxílio ao próximo. O auxílio ao próximo sobrepõe-se à insatisfação tormentosa e brinda com plenitude.

– Em resultado da indolência que o informa, tente o trabalho. O trabalho é o dínamo gerador, que estabelece cadeias de forças que mantêm a vida. Tente o lado positivo da questão. Saia da posição negativa.

– Tente o bem. Abandone o mal.

– Tente a luta edificante. Libere-se do entusiasmo anestesiante.

– Tente seguir Jesus. Vença o mundo, antes que os ardis mundanos o amesquinhem e o destruam

Marco Prisco (espírito) / Psicografia de Divaldo Franco

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