Conta-se que João Evangelista, o discípulo amado, quando já idoso e alquebrado, vivendo na ilha de Patmos, era conduzido pelos seus discípulos para participar das reuniões que faziam e pediam-lhe para que lhes narrasse os acontecimentos e comentários,

 as lições e os feitos de Jesus, que ele houvera testemunhado, o vidente extraordinário, repetia:

– O que mais ficou impregnado na minha memória foi a Sua recomendação: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”.

Tantas vezes, o missionário-testemunha do Cristo e Seu seguidor repetiu o conceito que, certo dia, um jovem retrucou, desgostado: – Será que o senhor não tem nada de novo a dizer-nos? Já nos transmitiu, tantas vezes, este ensinamento, que nos sentimos cansados dele.

Sem qualquer agastamento, o sábio Apóstolo redarguiu, com bondade:

– Se amásseis, estaríeis em condição de saber mais. Todavia, embora eu haja repetido tantas vezes este enunciado, ainda não vos impregnastes dele, deixando que a irritação e o azedume, que são o antiamor, se agasalhassem no vosso coração.

Portanto, “filhinhos, amai-vos uns aos outros.

Joanna de Ângelis