A morte faz parte da vida. Fenómeno biológico,

Incorpora-se à organização somática,

Como ocorrência natural do processo de desgaste

A que se impõe o corpo, na sua condição

de roupagem transitória da alma.

 

– A indestrutibilidade é característica somente

Do espírito e não da sua apresentação material.

 A carne sofre decomposição sob a inevitável

Modificação das suas moléculas, em incessante

Mecanismo de transformações.

Viver pensando na morte, portanto,

deve ser parte do programa normal

de todo o homem inteligente.

 

– Em razão de se ignorar o dia da morte,

Faz-se imprescindível viver cada jornada,

Como se fosse a última no corpo.

 

– A morte não encerra a vida; antes, porém,

Descortina-a pujante, para quem retorna,

Sendo o veículo que reconduz o viajor à terra natal.

 

– Quem se conscientiza dessa realidade, vive

Conforme as condições que se lhe apresentam

Conquistando tesouros morais para a própria plenitude

Depois da morte.

 

– O mundo do espírito é o causal, permanente,

enquanto o terreno, é de aprendizagem instável.

 

– Condiciona a mente à realidade da tua ou da

Desencarnação dos seres amados, equilibrando a emoção

e armando-te de fé e coragem, para bem enfrentares

a presença da morte quando chegar aos teus sentimentos, chamando-te,

ou aos teus afetos, sob a inexorável imposição da própria vida.

Com essa superior disposição, superarás a dor e vencerás a saudade,

permanecendo paciente, na expectativa do reencontro ditoso.

“Eu vim para que tenhais vida – estabeleceu Jesus – e vida em abundância”.

 

Joanna de Ângelis

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