O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes não poupou críticas ao seu colega, o ministro Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão do Senado que julgou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e decidiu por fatiar a votação.

“Considero essa decisão constrangedora, é verdadeiramente vergonhosa. Um presidente do Supremo não deveria participar de manobras ou de conciliados”, afirmou o ministro, em entrevista à Rádio Jovem Pan.  

“Cada um faz com sua biografia o que quiser, mas não deveria envolver o Supremo nesse tipo de prática”, concluiu Gilmar Mendes, que também atua como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Lewandowski presidiu, como presidente do STF, a sessão que resultou no impeachment da ex-presidente Dilma. Ele acatou um pedido da bancada do PT para desmembrar a votação, sendo uma para a cassação e outra para a perda dos direitos políticos.

Com isso, Dilma perdeu o mandato, mas manteve-se elegível e pleiteante a cargos públicos. Atualmente, a ministra Cármen Lúcia é presidente do STF.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Nosso comentário: vergonhoso senhor Gilmar Mendes é o senhor ocupar o cargo de juiz na corte suprema do país e atuar de forma parcialíssima, quando está em causa o nome do PT, do Lula ou da Dilma. Em contrapartida, o senhor tenta e tem conseguido desviar a atenção em relação aos seus “protegidos” do PSDB, sobretudo o seu queridinho Aécio Neves. Como o senhor ousa em questionar o comportamento do seu colega? Que moral o senhor tem, quando disse piadas grotescas em relação ao Lula, à Dilma e ao PT? Pelo amor de Deus, olhe para o seu umbigo, antes de falar dos outros. O senhor não tem um pingo de moral e de ética, para falar de quem quer que seja. Nem justifica, nem merece desempenhar um cargo tão nobre na magistratura deste país. Mas, infelizmente a bandalheira e a corrupção vigente ainda lhe atribuem essas prerrogativas…

Alberto Maçorano