(…) Durante muito tempo, havia a ideia de que a criança não sofria atuações de obsessores, de que era cercada de defesas naturais suficientes para impedir que isso ocorresse, como, por exemplo, a presença de seu anjo guardião, ou espírito protetor.

A prática, porém, mostrou outra realidade. Assim, muitos dos problemas apresentados na infância, aos poucos, foram sendo identificados como presenças de espíritos perseguidores, evidenciando que processos obsessivos também atingem as crianças.
Nossas crianças já foram adultos no passado, em outras vidas, e por isso mesmo trazem consigo o compromisso contraído com espíritos que com ela estavam encarnados em outras existências. E dentro dessa ótica, podemos afirmar que o mesmo ocorre com adolescentes e adultos que também podem sofrer de episódios de terror noturno.
A ação dessas entidades algozes se mostra de diferentes maneiras, desde as perturbações do sono, causando pesadelos que infundem o terror noturno, tanto quanto provocando inquietação, irritação, medo, agressividade, mudança de comportamento, depressão, tristeza, complexos diversos, perturbações de aprendizado, até suscitando ideias terríveis de maldades, suicídio, etc.
Também é importante salientar, que muitas vezes os obsessores espirituais procuram atingir as crianças, não porque tenham vínculos com elas, mas porque desejam agredir os pais. De uma forma geral, sempre procuram nos atingir pelos nossos pontos fracos.
É aí que entra o poder da oração, que deve ser feita a nosso favor e de nossos filhos, como também a favor de todas as entidades que estiverem atuando como obsessores no episódio.
Isso pode também estar relacionado ao sentido da mediunidade, ou da vidência, pois sabemos que nossa mente funciona como uma antena que capta e envia sinais pelo mundo material e psíquico, ou espiritual.
A mediunidade nos primeiros anos de vida sempre foi mais evidente, e a explicação é simples, as ligações entre o corpo físico e o espiritual são bem mais flexíveis permitindo que a criança veja e converse com desencarnados ou mesmo elementais que estão ali, mas que os adultos não são capazes de perceber. Pessoas desavisadas atribuem isso à imaginação fértil e, logo passam a ignorá-las e até a criticá-las; deixam a criança falando sozinha e, essa atitude pode trazer uma série de problemas psicológicos em breve futuro. O correto é indagar de forma sutil e desinteressada, estimulando-as a reportarem seus diálogos quando ocorrem e a pedir-lhes que descrevam o que estão vendo, ou o que sonharam, e, a dar-lhe crédito; lógico que o senso crítico de cada um define até onde isso pode levar e a buscar ajuda adequada quando se faça necessário. Outro fato comum é a facilidade com que muitas crianças acessam os arquivos de vidas passadas; nesse caso também é preciso que se dê atenção e que o senso crítico defina a conduta posterior.
“Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. “Allan Kardec
O Evangelho Segundo o Espiritismo — Capítulo v: item 6.
Sombrio é o panorama da atualidade terrena. A mídia divulga a todo o momento quadros dolorosos de miséria, crueldade, terrorismo, tortura, guerras, tudo isto a expressar as condições evolutivas da Humanidade. Entretanto, numa visão mais profunda, o Espiritismo esclarece as causas dos desencontros e dos sofrimentos que assolam os seres humanos, ao mesmo tempo em que desvenda o contínuo intercâmbio mental entre os dois mundos e seus habitantes, encarnados e desencarnados. Esta interação, todavia, nem sempre é positiva e benéfica. Tanto lá como aqui, as criaturas são as mesmas, com suas paixões e vícios, suas virtudes e conquistas positivas.
Também as crianças participam deste mesmo intercâmbio, de forma natural, sem que se deem conta disso, seja pela aproximação de seus espíritos protetores, seja pela presença de desafetos do passado ou de antigos comparsas.
Crianças obsediadas — espíritos milenares vinculados ao passado e, muito frequentemente, sintonizados com desafetos, hoje perseguidores/ vingadores que se aproximam para cobrar o que julgam lhes ser de direito e justiça.
A ação dessas entidades inferiores se mostra de diferentes maneiras, desde as perturbações do sono, causando pesadelos que infundem o terror noturno, tanto quanto provocando inquietação, irritação, medo, agressividade, mudança de comportamento, depressão, tristeza, complexos diversos, perturbações de aprendizado, até suscitando ideias terríveis de maldades, suicídio, etc.
Ao nos depararmos com uma criança que, submetida a exames clínicos, apresente comportamento de patologia não compreensível pela medicina terrestre, devemos buscar causas espirituais para o caso. (…)

Fonte: Portal do Espírito

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 17/03/17, na Rede Espirit Book