“Em 16 dias, estarei longe, na Suíça, fazendo o que me deixará livre da dor e do medo. Acho que amanhã ou depois desligo esse Facebook […] A toda minha família, deixo meu mais sincero amor.”

 As palavras são de Letícia Franco, médica brasileira que anunciou em sua rede social, na última quinta-feira 

1º, que irá para a Suíça com o objetivo de ser submetida à morte assistida.

A postagem foi apagada posteriormente, mas acumulava comentários de amigos desejando boa sorte ou lamentando a escolha.

Segundo informações do portal O Livre, Letícia é portadora de uma doença rara e autoimune. Chama-se dermatopolimiosite, que provoca inflamação crônica da musculatura, dores pelo corpo e nos músculos, febre baixa, desânimo e dificuldade para se movimentar.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, “em muitos casos, a fraqueza muscular é a única manifestação, o que dificulta e retarda o diagnóstico. Os principais músculos acometidos são aqueles localizados nas coxas e na parte próxima dos braços”.

A morte assistida é proibida no Brasil; mas alguns países, como Suíça, Alemanha, Holanda e Bélgica legalizaram a prática. Alguns estados dos Estados Unidos e Canadá também autorizam o procedimento.

Nosso comentário: é muito triste e lamentável que, em pleno século XXI, quando a reencarnação, como essência da doutrina espírita, ainda seja um tabu para uma boa parte da população, quando está amplamente comprovada a todos os níveis, inclusive, o científico. 

É muito triste e lamentável que autoridades políticas e administrativas não tenham a coragem de implementar o estudo da doutrina espírita no curriculum escolar.

É muito triste e lamentável que a sociedade vivencie uma vida fictícia, embasada na arrogância, na presunção, na vaidade e sobretudo, na ignorância de uma realidade insofismável.

Como resultado dessa nobre ignorância, assistimos todos os dias a crueldades de toda a ordem, a desigualdades medonhas na sociedade, onde convivem seres humanos jogados na sarjeta, dormindo na rua, e ao lado, outros seres humanos vivendo em palácios, com todos os confortos, sem se importarem minimamente com a desgraça dos seus irmãos.

É constrangedor constatarmos essa realidade, mas ela existe e é palpável.

Enquanto essa “santa ignorância” persistir caminharemos a passos largos para o abismo, aliás, já estamos vivenciando essa situação há alguns anos, e as autoridades persistem nos mesmos erros, embora os efeitos sejam devastadores.

A tomada de posição dessa pessoa que se diz médica, não deixa de ser assustadora e covarde. 

Ninguém tem o direito de tirar a vida de quem quer que seja, a qualquer pretexto, uma vez que não somos nós quem no-la deu.

Se essa que se diz médica tivesse um desenvolvimento intelectual ao nível do seu nobre curso de medicina, não seria envolvida nessa covardia.

Se ela está sofrendo é porque precisa passar por essa condição para depuração do seu espírito que deve ter sido muito atrasado em outras vidas e, como tal, acometido coisas tão ruins, que a justiça divina, implacável, faz-se sentir em qualquer momento de nossas vidas.

Que um raio de luz possa iluminar a massa encefálica dessa que se diz médica e evite em última instãncia a concretização dessa covardia.

Alberto Maçorano

 

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