A história da espera de uma cachorra por sua dona na porta de um hospital tem causado comoção na Espanha. Da raça Akita, Maya, como a pet é chamada, aguarda há quase uma semana em frente a um hospital de Alicante, enquanto sua dona está dentro da instituição.

Segundo o jornal inglês “The Telegraph”, a demonstração de lealdade de Maya começou no último domingo (28), quando Sandra Iniesta, dona de Maya, sentiu dores abdominais intensas enquanto retornava de carro para sua casa em Barcelona após uma viagem.

Acompanhante na viagem, o pai fez uma parada de emergência em um hospital, no qual Sandra passou por uma cirurgia de emergência para remover o apêndice. A cachorra estava junto com os dois e não deixou o local desde então.

O pai de Sandra, Andrés, tentou de todas as formas fazer Maya sair da porta do hospital, mas não teve jeito: a cadela continua esperando pela dona.

“Eu acho que ela sabe o que está acontecendo e está mostrando que pode ser paciente”, arriscou o pai ao jornal “Información”, da cidade de Alicante.

Ainda em recuperação da cirurgia, Sandra contou que a atitude de Maya não é diferente do que a cachorra costuma fazer em Barcelona. “Sempre que eu entro em algum lugar, ela espera por mim na porta”, relatou.

A lealdade de Maya tem atraído visitantes e presentes de dezenas de fãs, segundo o “Telegraph”. O próprio hospital postou, em sua página no Facebook, uma mensagem louvando a espera da cachorra.

Não é a primeira vez que um cão da raça Akita, famosa pela lealdade, faz um gesto do tipo. A história de Hachiko, que esperou por 10 anos pelo dono em uma estação de trem após ele morrer, virou filme em 2009 com Richard Gere em “Sempre ao seu Lado”.

Nosso comentário: é indescritível a lealdade e fidelidade de um animal perante o ser humano, deixando-nos envergonhados entre nós próprios. Vi o filme daquele cachorro japonês hachiko. Ultrapassa as expectativas. Dez anos consecutivos esperando no mesmo local pelo dono que, entretanto, morrera no local para onde se deslocava todos os dias. É emocionante e dá para chorar muito no final, para os que são mais sensíveis, como o nosso caso. É assunto para forte meditação…

Alberto Maçorano