As grandes dificuldades da maternidade, hoje, são criadas a partir da necessidade de conciliar a criação dos filhos com o trabalho feminino. Ainda no começo, uma incipiente divisão de tarefas com os homens tem ajudado a minimizar estes dilemas: criar os filhos ou trabalhar fora?

                A seriedade da escolha profissional faz da mãe uma provedora da família. Papel essencial: pagar as contas, garantir a qualidade de vida e de educação dos filhos, dar a eles conforto moral, físico e espiritual.

                Como se vê, é uma tarefa de gigante. De heroína.

                Sem a família, o tecido social se esgarça e estaremos todos condenados à degradação geral. Aumenta a criminalidade, cresce a violência, amplia-se o espaço não ocupado pela família com atividades ilícitas em comunidades que não são alternativas. São, isso sim, via de regra, criminosas.

                Os jovens que entram nelas acabam na cadeia ou no cemitério. Sem meias palavras.

                Por isso mesmo, o papel da mãe vai muito além do ato fundamental de amamentar, limpar e gestar os filhos. É um trabalho que não se faz um dia, nem em duas semanas, nem em poucos meses.

                É trabalho para uma vida inteira. Não acaba. Portanto, a mãe não cria apenas os filhos. Em conjunto, cria uma nação. Constrói o caráter nacional. Edifica um país.

                Com esta grandeza, a missão assume perspectivas quase divinas. É a vida pela vida, muito além do mero cotidiano que vai das tarefas de limpeza aos compromissos profissionais. E quando se trata da mãe que adota, esta missão fica ainda mais nobre.

Editorial do jornal “A Cidade”
Ribeirão Preto, 14/05/17

Nosso comentário: infelizmente, o conteúdo deste texto que deveria ser o reflexo real da sociedade, raramente e com honrosas exceções ainda se constata. O núcleo familiar com a mãe no centro das atenções está extinguindo-se. Estamos vivenciando a família completamente desintegrada, vivendo no mesmo núcleo familiar, mas isoladamente, cada um fissurado no seu celular quase que 24,00 horas e desconhecendo-se entre si e dos problemas que afligem cada um “de per si”.

                De fato é esta a realidade que está progredindo assustadoramente para a sua extinção, se é que ainda existam alguns lares de verdade. Acreditamos que sim para que a exceção confirme a regra.

                Acreditamos ser esta uma das causas do descalabro social que estamos vivenciando. Por isso lançamos aqui o nosso apelo para que os pais, sobretudo as mães, assumam o verdadeiro compromisso de educação para com os filhos desde tenra idade, impondo limites e ensinamentos éticos e de educação. Claro que se deve ensinar também fundamentos religiosos seja de que religião for, mas que sejam coerentes com essa prática. Se for o espiritismo tanto melhor.

                PARA TODAS AS MÃES, FELIZ DIA DAS MÃES!!!!

 Alberto Maçorano