No Brasil, quem tem telhado de vidro joga pedra no vizinho. Aqui a corrupção tem tamanho, e a “menor” é absolvida pela “maior”. Como muitos acreditam, o PT afundou o Brasil. A presidente Dilma está fora. Talvez nunca volte. Ainda bem, diz a opinião pública, pois voltamos à normalidade; agora quem mete a mão é a turma de sempre: melhor um “ladrão amigo” do que os demagogos que fingem mudar o país. Como se vê, nada mudou.

                Os satisfeitos devem agradecer aos que ajudaram a escorraçar o PT. Entre eles, o presidente do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan António Ferreira dos Santos, jovem idealista, réu em 16 processos, por falência fraudulenta, calote em fornecedores e nos bancos, somando um prejuízo às vítimas de R$ 3,4 milhões; também Aécio Neves, denunciado por desvios em Furnas e com o aeroporto que construiu para sua família; não podemos esquecer o ex-governador Anastásia, relator do processo no Senado, freguês da Lava Jato, como dezenas de senadores e deputados que se “moralizaram” contra as falcatruas petistas.

                Agora, eles estão por cima da rapadura, menos Eduardo Cunha, que fez um trabalho tão sujo que nem mereceu respeito dos aliados.

                Aviso a quem lê atravessado: não defendo o PT. Apenas relato os fatos e vejo que, no Brasil, ladrão que julga ladrão, tem mil anos de perdão.

                Com um ministério que vai da bancada evangélica, com pastores envolvidos em várias maracutaias, aos condenados por corrupção em outros governos e alianças externas como os donos do dinheiro, basta esperar para ver, isto é, se a oposição se limpar da lama em que ela também se afundou.

Júlio Chiavenato 
Ribeirão Preto, 15/05/16 
chiavenato@jornalacidade.com.br

 Nosso comentário: apesar da falta de tempo útil e oportuno para mostrar a sujeira e corrupção que paira nos bastidores da politicagem brasileira, aproveito o texto do excelente jornalista Chiavenato, para mostrar aos que se fazem de cegos e parciais no apontar os dedos para alguns quadrantes da crise em que o Brasil foi mergulhado. É muito triste e revoltante quando se é apeado do poder por uma corja de safados, corruptos, bandidos e de salafrários que em nada contribuem para trabalhar em prol do Brasil. Muito pelo contrário, serviram-se e servem-se da política para aprofundar e afundar ainda mais a nau em que o Brasil navega. Para piorar ainda têm uma camarilha de seguidores baseados no fanatismo, que só enxergam aquilo que lhes contam nas lavagens cerebrais. É muito triste quando a evidência diz que dois mais dois são quatro, mas o oponente, para contradizer e fazer vingar os ideais de terra queimada, insiste e persiste em dizer que dois mais dois são cinco. Foi por este cenário que a Dilma foi trocada? Para onde caminhas Brasil?

Alberto Maçorano

 

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