Jovem matou índio a pauladas após ele ‘mexer’ com seu cachorro …

Policiais civis de Santa Catarina prenderam nesta sexta-feira, em Gaspar, a cerca de 50 quilômetros de Balneário Camboriú, no litoral norte do estado, um rapaz de 22 anos 

suspeito de matar a pauladas o professor indígena Marcondes Namblá, de 36 anos.O crime ocorreu na madrugada do primeiro dia do ano e teve grande repercussão depois que imagens registradas por câmeras de segurança vieram a público.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito Gilmar César de Lima admitiu ser o autor do crime, cometido por motivo fútil. “Ele alegou que a vítima mexeu com seu cachorro”, revelou o delegado responsável pelo inquérito, Douglas Barroco, descartando a hipótese de o professor ter sido assassinado pelo fato de ser índio.

De acordo com o delegado, Lima já era procurado antes mesmo de matar o professor indígena e havia um mandado de prisão em aberto contra ele, por tentativa de homicídio. Ele foi encontrado escondido na casa de uma irmã, a cerca de 50 quilômetros do local onde Namblá foi morto.

Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marcondes Namblá dava aulas em uma escola indígena do município de José Boiteux, no Vale do Itajaí. Além disso, era identificado como uma das lideranças de sua comunidade, com importante atuação pela preservação da língua Laklãnõ-Xokleng, de sua etnia.

Aproveitando o período de férias escolares, Namblá decidiu acompanhar um grupo de Xoklengs até Penha, onde os índios costumam aproveitar a presença de turistas para vender artesanato. O professor, que foi vender picolés, voltava de madrugada sozinho quando foi abordado por um homem portando um pedaço de pau.

As imagens registradas por câmeras de segurança instaladas próximas ao local da ocorrência exibem Namblá próximo a uma esquina, com uma das mãos apoiadas contra um poste de sinalização. O homem que a Polícia Civil afirma ser Lima se aproxima e parece falar algo ao índio, que não esboça qualquer reação. Subitamente, o agressor desfere uma primeira paulada contra a cabeça do professor, que cai no chão e continua sendo agredido. Na sequência, o homem ameaça deixar o local, mas retorna e volta a agredir o indígena após perceber que ele ainda se mexia.

Encontrado desacordado e com suspeita de traumatismo craniano, o índio foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Marieta Konder Bornhaunsen, em Itajaí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Intolerância

A morte de Namblá e a revolta provocada pela divulgação das imagens levaram várias entidades a cobrar agilidade nas investigações, alertando para o que classificam como uma “onda de intolerância contra indígenas no litoral de Santa Catarina”.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Núcleo de Estudos de Povos Indígenas (Nepi) da UFSC manifestaram, em notas, que o assassinato do professor um ano após uma criança kaingang de apenas dois anos de idade ser degolada por um desconhecido nos braços da própria mãe, em Imbituba (SC), decorre do contexto de intolerância étnica e anti-indígena no estado. “A violência aos povos indígenas é sistemática, diária, individual e coletiva”, sustentava o Nepi.

 

Nosso comentário: Tal como na postagem anterior, se não tivéssemos o conhecimento existencial, o nosso desabafo seria o do “olho por olho, dente por dente”, que não leva a nada, mesmo nada. Como o conhecimento liberta da ignorância, sentimo-nos felizes e agraciados pela libertação dessa ignorância, que tivemos o privilégio de abraçar de alma e coração em 1995, a partir do qual o nosso pensamente é completamente diferente e oposto à maioria do comum dos mortais…

Podemos perguntar, então:

Qual o interesse de manter uma pessoa na prisão, sem qualquer estrutura de regeneração social?

O que ganhará a sociedade com essa prisão, quando está repleta de outros delinquentes de toda a ordem?

O que ganhará essa pessoa com essa segregação?

São perguntas com respostas vazias, infundadas e equivocadas, sejam quais forem.

A partir do momento em que o mundo passou a conhecer a doutrina espírita em 18 de Abril de 1857, a sociedade deveria passar a ser vista com outros olhares e uma reformulação geral deveria ter sido feita. Enquanto isso não acontecer iremos forçosamente lidar com casos semelhantes sem qualquer resultado prático positivo para a pessoa em particular e para a sociedade em geral. 

Estamos em pleno século XXI, da razão por excelência, e não mais se justificam utopias e dogmatismos infundados, vivendo à deriva sem fundamentos existenciais.

Está mais do que na hora de tudo isso ser reformulado e ter a coragem política e governamental de dar a conhecer à sociedade e aos estudantes em particular a filosofia espírita, como matéria curricular.

Devemos frisar, entretanto, que, de maneira alguma, pretendemos que todos sejam “forçados” a seguir o espiritismo ou se tornem espíritas, embora um dia isso venha a acontecer. Assim, estaríamos indo contra os postulados espíritas. Mesmo, sendo obrigatório o seu estudo, cada um terá sempre o seu livre arbítrio de seguir o que quer que seja, em termos religiosos. Mas, que siga algo, de fato. Tal e qual a disciplina de Matemática é de estudo obrigatório, mas, não implica que todos sejam matemáticos.

Enquanto isso não acontecer iremos assistir passivamente, à hecatombe de crimes bárbaros como este. Pois, não deixa de ser uma barbaridade, um ser dito humano, predispor-se a tal crime.

Só assim mudaremos o “status quo” da atual sociedade.

Alberto Maçorano

 

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