Joesley diz que Temer é ‘chefe de organização criminosa’…

O empresário Joesley Batista, do frigorífico JBS, afirmou em entrevista à revista Época que chega às bancas no sábado, 17, que o presidente Michel Temer é chefe de organização criminosa. O empresário, que após ter acordo de delação premiada foi morar nos Estados Unidos, está no Brasil desde domingo, 11. Nesta sexta-feira, 16, Joesley prestou depoimento na Justiça Federal, em Brasília. Para Joesley, “quem não está preso está no Planalto”. “O Temer é o chefe da Orcrim (organização criminosa) da Câmara. Temer, Eduardo (Cunha, deputado cassado), Geddel (Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo do governo Temer), Henrique (Eduardo Alves, ex-ministro do Turismo no governo Temer), (Eliseu) Padilha (atual ministro da Casa Civil) e Moreira (Franco, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência). É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”, afirmou Joesley.

Questionado sobre o motivo que o fez se relacionar com o grupo de Temer, Cunha e Lúcio Funaro, operador do PMDB de recursos ilícitos, segundo a força-tarefa da Lava Jato, o empresário afirmou: “Eles foram crescendo no FI-FGTS, na Caixa, na Agricultura – todos órgãos onde tínhamos interesses. Eu morria de medo de eles encamparem o Ministério da Agricultura. Eu sabia que o achaque ia ser grande. Eles tentaram. Graças a Deus mudou o governo e eles saíram. O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado”.Sobre a relação do presidente com o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Joesley afirma à revista: “A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio. O que ele não consegui resolver ele pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”.

Na entrevista, Joesley fala sobre a “compra de silêncio” de Cunha. “Virei refém de dois presidiários (Cunha e Lúcio Funaro). Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo me pediu 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele? Dez dias depois ele foi preso. Eu tinha perguntado para ele: “Se você for preso, quem é a pessoa que posso considerar seu mensageiro?”. Ele disse: ‘O Altair procura vocês. Qualquer outra pessoa não atenda’. Passou um mês, veio o Altair. Meu deus, como vou dar esse dinheiro para o cara que está preso? Aí o Altair disse que a família do Eduardo precisava e que ele estaria solto logo, logo. E que o dinheiro duraria até março deste ano. Fui pagando, em dinheiro vivo, ao longo de 2016. E eu sabia que, quando ele não saísse da cadeia, ia mandar recados.”

Esse tema foi alvo de conversa gravada entre o empresário e Temer. Em áudio, o presidente da República afirma que “tem que manter isso aí, viu”, em relação, segundo a Procuradoria-Geral da República, à mesada de Joesley ao deputado cassado.

Joesley também faz o relato de um caso de chantagem de Cunha sobre o empresário para que não fossse aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar empréstimos da JBS feitos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O Eduardo, quando já era presidente da Câmara, um dia me disse assim: ‘Joesley, tão querendo abrir uma CPI contra a JBS para investigar BNDES. É o seguinte: você me dá cinco milhões que eu acabo com a CPI.’ Falei: Eduardo, pode abrir, não tem problema. Como não tem problema? Investigar o BNDES, vocês. Falei: Não, não tem problema. Você tá louco? Depois de tanto insistir, ele virou bem sério: é sério que não tem problema? Eu: é sério. Ele: não vai te prejudicar em nada? Não, Eduardo. Ele imediatamente falou assim: seu concorrente me paga cinco milhões para abrir essa CPI. Se não vai te prejudicar, se não tem problema… Eu acho que eles me dão os 5 milhões. Uai, Eduardo, vai sua consciência. Faz o que você achar melhor’.Esse é o Eduardo. Não paguei e não abriu. Não sei se ele foi atrás. Esse é o exemplo mais bem acabado da lógica dessa Orcrim (organização criminosa)”, afirmou Joesley à revista.

 

Nosso comentário: meus amigos, desculpem insistir e persistir em postagens de índole política num blog essencialmente de índole espiritualista, ou mais precisamente, de essência espírita. Acontece que o Brasil está passando por uma situação crítica de ordem política e governamental. Na tentativa de ser passado a limpo, muitos atropelos e desmandos têm acontecido, sobretudo apo´s o descarado “golpe” do impeachment, que agora vêm à tona as verdadeiras motivações que estiveram na origem desse golpe que muitos não acreditavam na realidade desse fato. O que vemos agora é que todos ou quase todos que contribuíram para  a destituição de Dilma Roussef estão envolvidos nos maiores casos de corrupção a que o Brasil terá visto na sua história. É muito grave. E o senhor presidente ainda vem com aquela cara de pau tentar iludir os mais incautos, tentando a todo o custo desmentir o indesmentível: que está envolvido no grande lamaçal da corrupção brasileira. Foi essa gentalha que denegriu a imagem de uma presidente que até hoje não foi feita nenhuma revelação de envolvimento em antros de corrupção. Cada dia que passa mais escândalos são descobertos e, nem por isso, são destituídos das suas funções e alguém tomat providências sérias no rumo deste massacrado país. Para piorar até o STF, aliás, o judiciário, de uma maneira geral está também envolvido.

Em minha opinião, a melhor solução para o Brasil, aliás, logo que se consumou o impeachment da presidente Dilma, teria sido “eleições antecipadas”. Penso ser a única solução para dar um basta na podridão a que estamos silenciosamente assistindo. O Brasil é grande demais para se deixar atolar num desgoverno total por um bando de marginais e corruptos. 

Para grandes males, grandes remédios. Então esses que dizem ter que seguir a “Constituição” à risca e fazer as eleições só em 2018, ou são interesseiros ou ignorantes e radicais. Por quê uma lei constitucional não pode ser alterada perante uma gravíssima crise governamental. Parece que querem tapar o Sol, com uma peneira.

BASTA DE TAPEAÇÕES. O POVO JÁ TEM MATURIDADE SUFICIENTE PARA NÃO SE DEIXAR ENGANAR. 

RENUNCIE SENHOR TEMER, TALVEZ SEJA O ÚNICO ATO DE GRANDEZA E CREDULIDADE QUE O SENHOR VENHA A FAZER EM TODA A SUA VIDA! IRÁ AMARGAR AQUILO QUE ARDILOSAMENTE FEZ CONTRA A PRESIDENTE DILMA. COMO DIZ A BÍBLIA: QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO SERÁ FERIDO! …

Alberto Maçorano

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