Um dos itens mais importantes da Ciência Cósmica é entendermos que somos cidadãos do Universo e não de um país ou planeta. Assim pensando, transportemo-nos, em pensamento, para Vênus, de onde podemos avistar a Terra em determinado período da noite de lá e veremos o mundo terráqueo como um astro maiordo que nossa visão terráquea de Vênus, pois a Terra tem uma circunferência maior. Todavia, devemos pensar na Terra não apenas pela sua aparência física, mas como Heigorina Cunha desenhou, englobando as sete esferas espirituais que circundam a crosta:

Assim, teremos uma visão real do planeta, todavia acrescentando-se a isso a noção de que as realidades material e espiritual se interpenetram e bem assim os Espíritos, dos sub atômicos aos humanos são igualmente interdependentes e Jesus é o responsável, perante Deus, pelo encaminhamento evolutivo de todos eles. Quando Jesus disse: “Ninguém vai ao Pai a não ser por Mim” estava mostrando Sua qualidade de Governador Planetário, mas, por outro lado, afirmou ser apenas Médium de Deus ao declarar: “Eu, de Mim mesmo, nada posso.” Entendamos o significado de cada Lição de Jesus, que outros missionários vieram depois a confirmar, tanto quanto Seus antecessores já tinham dito.

A Verdade sempre foi revelada à humanidade da Terra, como também é revelada em todos os pontos do Universo, mas é preciso a cada um ter “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, pois, senão, significa mera semeadura em terreno infértil.

Jesus é o Divino Governador da Terra, sendo o único Espírito, que por aqui passou, que descreveu Sua trajetória evolutiva de forma retilínea, sem nunca ter errado. Por essa virtude especial, conquistada pelos Seus próprios Méritos, é totalmente infenso às induções do Mal e, justamente por isso, foi escolhido por Deus para governar um planeta como a Terra, onde os vícios e os defeitos morais dominam até hoje.

A História da Terra é contada por Emmanuel em “A Caminho da Luz” e deve ser lida por todos os aprendizes da Ciência Cósmica. Mas não nos circunscrevamos à História da Terra, uma vez que todos somos cidadãos do Universo. Pensemos em Vênus, em Marte, em Saturno e outros planetas superiores e procuremos sintonizar mentalmente com seus habitantes, que eles nos ajudarão a difundir na Terra a Ciência Cósmica.

Jesus, como formador da Terra e Seu Divino Dirigente, ensinou a Ciência Cósmica em dois momentos principais: 1 – quando de Sua Estada Pessoal na Terra e 2 – através de missionários, sendo os principais deles Paulo de Tarso reencarnado, na personalidade do sadu Sundar Singh, que escreveu livros como “Aos Pés do Mestre” e Pietro Ubaldi, escrevendo, principalmente, “A Grande Síntese”, que é o principal tratado de Ciência Cósmica escrito na Terra. Quem pensa que Jesus vive distante dos problemas terrestres está enganado, pois Ele mesmo afirmou: “Eu trabalho e Meu Pai também trabalha.” Cada ser da Terra, por mais infinitesimal que seja, está sob Seus Cuidados e Desvelo Paternais. Pensemos na evolução desse número incalculável de seres e não apenas em nós próprios e naqueles que transitam atualmente na fase humana.

Essa solidariedade nos ajudará a evoluir, pois o dever que temos quanto aos sub humanos é induzi-los à evolução.

Como Francisco de Assis, devemos amar os sub humanos como amamos a nós mesmos e a Deus. Jesus não falou explicitamente nos deveres que temos junto a esses irmãos mais jovens, mas Ele não disse tudo que é importante, mas apenas o que podíamos compreender naquele tempo, reservando-se para fazer novas afirmações posteriormente, uma vez que a Verdade é infinita, comportando sucessivos graus de complexização.

Em “A Grande Síntese”, por exemplo, avançou no sentido de novas revelações, que, infelizmente, a maioria dos aprendizes da Ciência Cósmica sequer se dignaram de procurar conhecer. Podemos dizer que, em termos de Ciência Cósmica, na Terra, as principais obras são os Evangelhos e “A Grande Síntese”, pois têm o dedo do Divino Mestre, sendo todas as demais obras secundárias, apesar de importantes, porque foram elaboradas por Seus discípulos mais ou menos graduados na Ciência do Infinito.

Todavia, voltamos sempre ao mesmo ponto, consideremo-nos cidadãos do Universo e pensemos em nós próprios em função do Universo, acostumando-nos a olhar muito mais para o céu do que para o solo terreno e sua realidade visível. Com razão dizia um filósofo que: “Tudo que realmente é importante é invisível.”

Fonte – A Mentalização Curativa (psicografia João Cândido – espírito Irmão Gilberto)

 

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 07/07/17, na Rede Espirit Book
 

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