O vírus da zika é uma das mais sérias ameaças à saúde pública. Aparentemente, está quieto, sem provocar surtos ou epidemias. Mas, a qualquer momento, temem os cientistas, poderemos ter uma multiplicação de casos, já que ainda não existe vacina para imunizar os grupos de risco. E o vetor da doença – o mesmo mosquito que transmite a dengue – infesta a região.

Entre os mais afetados por esta ameaça está o grupo das gestantes. O Zika é o agente causador de microcefalia nos fetos. Pode produzir uma geração comprometida pela doença e pelas limitações que ela impõe.

Já temos, em Ribeirão Preto, um Centro de Reabilitação – CER – para as primeiras crianças nascidas com o problema. É o tema da reportagem de capa deste domingo, produzido por Rita Magalhães, que acompanha alguns desses bebés desde o nascimento. Hoje, eles têm cerca de um ano.

A boa notícia é que sim, o CER ajuda mães e pais com fisioterapia e treinamento, e muitas crianças conseguem avançar.

Porém, o problema é complexo. As vítimas do Zika precisam de cuidados perenes. A expectativa de vida é de que possam chegar à adolescência.

A nossa responsabilidade, como moradores de Ribeirão Preto, é uma só: combater esse vetor.

Os criadouros devem ser exterminados. Quando vier a chuva e o calor recrudescer, certamente serão muitos os mosquitos. Poderão causar dengue, chicungunya ou zika.

É problema grave à vista.

Portanto, nada de improvisar. Vamos pegar o inimigo agora, enquanto está adormecido.

Editorial, jornal A Cidade
Ribeirão Preto, 24/07/17

Nosso comentário: embora não ponha de parte o combate ao vírus da dengue, tudo bem, concordo plenamente. Aliás, com combate mais eficaz, pois duvido muito do produto e da maneira como é feito o serviço. Não entendo como nas imediações da Câmara quando se passa a qualquer hora do dia a pé, sobretudo ao cair da tarde somos invadidos por enorme quantidade de mosquitos por causa do rio, ribeiro ou riacho que passa nas imediações. Então nesses lugares e favelas, deveria haver um serviço mais eficiente.

Por outro lado, apesar de já ter feito este comentário neste mesmo editorial no passado, ainda tem gente que acha que já é dono da verdade. Quem disse que a ciência está certa em todos os seus aspectos científicos? Engana-se muito quem acha que sim. No caso vertente, já comentei que a microcefalia nada tem a ver com esses mosquitos, mas vocês e parte da ciência acha que estão cobertos de razão. Só um pequeno exemplo: então vocês acham que são os eleitos de Deus. Se quase todo o mundo papagueia que Deus é infinitamente bom e justo, como poderia deixar que uns nasçam sãos e outros com sequelas ou as mais variadas doenças? Será esse o verdadeiro conceito de Deus? Se for, então Deus seria o mais injusto dos seres. Como penso não ser esse o conceito universal, não poderão haver eleitos. Todos são iguais perante o criador e, como tal, ninguém poderá nascer com defeitos físicos, sejam quais forem, sobretudo por conta de um mosquitinho… Mas, se isso acontece, é por conta da “justiça divina”. Isso é outra coisa, completamente diferente. São problemas kármicos, inerentes à lei de ação e reação, ou causa e efeito, ou para melhor compreensão de alguns: de acordo com aquilo que plantarmos assim colheremos, ou seja, se fizermos o bem seremos abençoados, se fizermos o mal também receberemos o mal. Por isso todas as doenças incuráveis, todas as grandes dificuldades e todos os transtornos de alguns são consequência dos erros e desvios cometidos em vidas passadas. Para isso devem entender e aprender a filosofia existencialista ensinada pela doutrina espírita, ou ainda têm complexo e preconceito em falar isso publicamente. Tudo leva a crer que sim. Por isso enquanto houver essa mentalidade retrógrada a sociedade irá sofrer cada vez mais, não só neste aspecto como em todos os outros.

Só para deixar gravado e comprovado no futuro, irá vir da França a primeira vacina abrangente para esses três casos, aparentemente eficaz segundo a ciência. Todavia, no futuro a tal pseudociência irá constatar que apesar de vacinados a tal microcefalia irá continuar. Então só aí constatarão que afinal essa suposta doença nada tem a ver com o “pobre mosquitinho”. Santa ignorância…

Alberto Maçorano