Na data supra mencionada, nascia em Tuscumbia, Alabama (EUA) Helen Adams Keller que, aos dezoito meses de idade ficaria cega e surda. Foi escritora, conferencista e ativista social norte-americana, e a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado. Em 1904, formou-se com louvor, ao completar um curso universitário, recebendo o diploma de bacharel em Filosofia pela Universidade de Radcliffe. Foi sua professora e companheira por toda a vida ANNE SULLIVAN.

Texto extraído do seu livro: Minha vida de mulher:

Ninguém pode saber melhor do que eu o que são as amarguras dos defeitos físicos.

Não é verdade que eu nunca esteja triste, mas há muito resolvi não me queixar.

Mesmo feridos de morte, devemos esforçar-nos e viver os nossos dias com alegria, por amor aos outros.

Devemos inspirar-nos, indo à luta até ao fim, de ânimo forte e sorriso nos lábios.

Uma missão eu tenho: a de não me deixar abater.

Para tanto, conto com:

A bênção do trabalho!

O conforto da amizade!

E a fé inabalável nos altos desígnios de Deus!

 

Nosso comentário: estava eu em Angola, um certo dia de manhã, lendo o jornal “A Província de Angola” na entrada da Pensão do meu pai, em Luanda, nos idos de 1968, quando li a notícia da morte (desencarne) de Helen Keller. Li o texto, mas não tinha maturidade suficiente para atingir a dimensão desse iluminado ser. Todavia esse nome e o de Anne Sullivan ficariam gravados na minha memória.

Ao entrar no Espiritismo em 1995, aqui no Brasil, algumas notícias esparsas desse nome surgiram no meu horizonte e a gravação desse nome surgiu de novo na minha memória e, resolvi pesquisar a biografia dessa mulher. Fiquei extasiado com a iluminação desse espírito. Ao mesmo tempo vi em reportagem de figura espírita, dissertar sobre Helen Keller e focar esse pequeno texto de um seu livro. Apesar de pequeno é de uma dimensão exponencial tão elevada que resolvi guardá-lo nos meus arquivos, e hoje, no momento “triste” do desencarne de meu pai, resolvi retirá-lo desse baú de memórias e torná-lo público, sobretudo para consolo de meus irmãos que vivenciaram de perto a “velhice” de meus pais até ao desfecho final desta existência.

Apesar do conhecimento que o espiritismo nos transmite da continuação da vida após a “morte”, realidade inquestionável, ainda carregamos no mais íntimo do nosso inconsciente as mágoas que esse desfecho provoca em nossas almas, gravado há milhares de anos no recôndito do nosso sistema emocional. 

Que este exemplo extraordinário de mulher, possa ajudar-nos a esmaecer essa tendência milenar guardada nos arquétipos existenciais dos nossos espíritos, a fim de transformá-la em uma condição não tão dramática, beneficiando-nos a todos, inclusive o espírito daquele que regressa à pátria espiritual.

Que as bênçãos de luz iluminem e apaziguem os nossos corações, sobretudo os de minha irmã Lili e de meu irmão Zeca.

Alberto Maçorano

 

 

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