Se se concretizar o impeachment contra a presidente Dilma Roussef, o que de fato nós teremos pode ser descrito como um golpe de estado dentro da lei. O falecido deputado Carlos Lacerda – em 1955 – denunciou: “o Brasil é um país que dá golpe de estado a pretexto de defender a lei”. Ele falava do fato ocorrido em 10 de Novembro de 1955.

golpe-de-estadoDepois de o Brasil – através de seu exército, principalmente – ter vencido a guerra da Tríplice Aliança, as armas começaram a ter presença forte no cenário político. Em 1886, foi criado o Clube Militar, local onde foi gerado o golpe de 15 de Novembro de 1889. Depois, não foram poucos os golpes de estado. Nenhum foi golpe no estado. Golpe de estado em quem? Na sociedade – no cidadão em gestação – não é mesmo? Por que nunca tivemos um golpe da sociedade no estado? O que nós temos vergonha de confessar é que o presidente Color – destituído por 10% de acertos e não por 90% de erros – foi duas vezes absolvido pelo STF. Como ficamos? Agora, caminha-se para novo golpe de estado. A diferença – muito grande, aliás – é que os militares não querem mais aventurar-se. A burocracia militar recusou o golpe e o espaço foi ocupado pela burocracia civil. Vejamos quem tem fomentado o caldo da cultura. Entram em campo a polícia federal, o ministério público federal e os órgãos de informação. Sejamos claros. Golpes dados por militares, pelo menos eram mais sinceros.

Em vez de destruir pessoas, vamos resolver problemas. Eles estão no estado. Onde está a corrupção noticiada? Não é na Petrobrás, no BNDES, nas loterias federais e em outros órgãos públicos? Ninguém fala em privatizá-los?

Vicente Golfeto
Ribeirão Preto, 16/12/2015
golfeto@jornalacidade.com.br

 


Nosso comentário:
está de parabéns, caro Golfeto, conseguiu fazer uma síntese concreta da realidade política em curso. É pena que os “rebanhos” não consigam detectar a fraude dos politiqueiros de vanguarda, como se fossem os donos da verdade. Não conseguem raciocinar pelas suas próprias cabeças. Infelizmente o Brasil vem trilhando essa caminhada desde que se conhece como República. Não obstante, é bom que se comece também a raciocinar que nada acontece por acaso e ao acaso. Estamos na era da informática e da razão lógica por excelência. Embora, resistências e obstruções de toda a natureza, a espiritualidade é um fato, ou seja, existe o mundo espiritual do qual dependemos e prestaremos contas inapelavelmente. Por isso, a consolação que nos resta é que todos aqueles que prevaricam em desfavor do próximo, todos aqueles que façam ou cometam crimes de qualquer natureza, independentemente de quem os cometa, desde um simples andarilho até ao maior poder ou hierarquia pública, todos pagarão por aquilo que fizerem. Esperamos que o jornal A Cidade, independentemente da crença dos seus dirigentes, cumpra o papel inerente ao desempenho de um jornal de verdade, informando e contribuindo para o bem público.

Alberto Maçorano
www.olivrodosespiritos.com.br 

 

Posts Relacionados