Micron – em grego – é pequeno. No mesmo idioma, nanon é muito pequeno. É deste termo que vêm – para o português – anão, nené, nanico e nanotecnologia, dentre outros. Nanotecnologia é uma ciência que está se transformando numa das pistas por onde fatalmente vai caminhar o futuro.Ao lado – aliás – da biotecnologia e de outras áreas do conhecimento humano que nós chamamos, tecnicamente de disciplinas.

                A nanotecnologia trabalha sobretudo no nível molecular e manipula materiais com dimensões de cem nanómetros. Ou menos, até. É de enlouquecer. Só para se tentar mentalizar ou imaginar algo, um nanómetro equivale a um milionésimo de um milímetro. Um fio de cabelo – por exemplo – tem trinta mil nanómetros. Outro exemplo: a biblioteca inteira do congresso norte-americano – uma das maiores do mundo, se não for a maior em acervo, dentre aquelas de que tenho notícia – cabe, valendo-se da nanotecnologia, num objeto do tamanho de uma caixa de fósforos.

                Nós temos explicável e natural dificuldade para imaginar – e transformar em imagem cerebral – o muito grande, o megalon dos gregos e o muito pequeno. É o nanon a que acabo de me referir. Já havia conseguido uma síntese – desde os tempos de estudante de segundo grau, aluno do prof. Sebastião – que química é a ponte que liga o átomo à célula. Mas alguns avanços da tecnologia – ciência aplicada – levam-nos à dificuldade, porta que, quando forçada, abre para a loucura. A razão – pelo menos – entra em férias e o espaço não chega a ser ocupado pela imaginação por absoluta impossibilidade. Não é por acaso que genialidade, loucura e coragem eram três irmãs. E absolutamente inseparáveis.

Vicente Golfeto 
Ribeirão Preto, 04/09/16 
golfeto@jornalacidade.com.br

Nosso comentário: meu caro Vicente Golfeto, aprecio muito a sua coluna. O senhor tem uma vasta bagagem intelectual que lhe permite discorrer sobre variadíssimos assuntos com clareza e objetividade. Porém, quando o tema se insere no âmbito religioso, as suas teses não apresentam aquela clareza que vc imprime nas suas conclusões, por absoluta falta de conhecimento, creio eu.

                Começo por dizer-lhe que não existem e nunca existiram génios, na acepção que os dicionários propõem na língua portuguesa. São apenas espíritos com um surpreendente avanço intelectual, mas que, no aspecto moral ainda deixam muito a desejar, a maioria deles.

                Apesar de alguns espíritos apresentarem de fato um excepcional avanço científico, nem por isso, deixam de ter um acompanhamento espiritual quando se apresenta a necessidade de alguma descoberta importante para a humanidade.

                Todavia, alguns “dotados” ficam tão deslumbrados com o seu poder científico, e forçam a entrada em domínios que ultrapassam os limites do seu horizonte do saber, levando, por vezes, à “loucura”, porque tudo tem limites, não é verdade?

                É o que está acontecendo com o renomado cientista e astrólogo, Stephen Hawking, com uma pesada condição “cármica” que o levou à situação em que se encontra e, nem por isso, se preocupou alguma vez, em procurar uma explicação racional para o seu problema físico. Além de ser ateu confesso, preocupa-se agora em provar que Deus não existe. Até onde consegue influenciar a “adrenalina” do saber!