Há Espíritos que se liguem particularmente a um indivíduo para protegê-lo?
Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio. (questão 489)

Para que colhamos plenamente os benefícios do contato com os amigos espirituais não podemos esquecer um detalhe: É PRECISO QUE FAÇAMOS A NOSSA PARTE.
Um homem desempregado buscou serviço em inúmeras empresas, ao longo de vários dias. Esforço inútil. Nada dava certo. 
Angustiado ante as privações que entravam em seu lar, orou contrito, implorou a Deus lhe enviasse um anjo de guarda para ajudá-lo. 

Pouco depois, como de costume, dirigiu-se à agência de empregos. De passagem por uma banca de jornais, veio-lhe o impulso de ler os anúncios classificados. Comprou o jornal. Havia uma oferta que não estava bem de acordo com sua qualificação profissional. Não obstante, resolveu tentar. Conversou com o entrevistador que relutava em aceitá-lo. No entanto, obedecendo um impulso, deu-lhe a chance. Deu certo. Ele firmou-se na empresa, desenvolveu novas aptidões, resolveu seu problema, constatando que foi a partir da oração que tudo aconteceu, ela criou condições (sintonia) para que um Espírito amigo o ajudasse. No entanto, pouco poderia ser feito se o seu protetor espiritual não contasse com sua iniciativa, já que não seria possível trazer o emprego até ele.
Os Espíritos jamais deixarão de nos ajudar, desde que, ligados a eles pela oração, pelos bons pensamentos, pelas boas atitudes, disponhamo-nos a fazer nossa parte. Isto está bem claro na máxima enfatizada por Kardec, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:
“AJUDA-TE QUE O CÉU TE AJUDARÁ”.
Se dirijo um automóvel de forma imprudente, meu mentor não irá no pára-choque fazendo malabarismos para proteger-me.
E o funcionário relapso, que chega atrasado, que não cumpre suas obrigações, que não se dedica ao trabalho? Irá seu protetor sugerir condescendência ao patrão para que não o demita, se é o que merece?
Na atualidade há quem eleja o roubo por profissão. Isto em todos os níveis, do estelionato ao assalto à mão armada. Uma atividade, digamos, de “alta periculosidade”. E que poderá o guia espiritual fazer por esses transviados pupilos senão inspirar o polícia para que os prenda, evitando que se comprometam mais acentuadamente?
Muitos pedem para Deus “retirar” uma pessoa do vício. Mas, Deus, não “retirará” ninguém que não queira sair. Ele, através dos anjos guardiães, a fortalecerá, a inspirará (em vigília ou durante o sono) e, inspirará aqueles que convivem ou não com aquela pessoa para que a ajude. Mas não a retirará de algo que escolheu por vontade própria entrar. Quando não se mostra disposto a ouvir, os guardiães respeitam seu livre-arbítrio e afastam-se. A faixa de vibração do viciado é baixa. Geralmente escutam sugestões de Espíritos com a mesma afinidade, estejam encarnados ou desencarnados. Dificultando assim, a ajuda do Céu.
Poderá dar-se que o Espírito protetor abandone o seu protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos conselhos?
Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame . . . (questão 495)Determina o bom senso que o pai, após alertar inutilmente o filho quanto aos seus enganos, deixe-o seguir pelos caminhos tortuosos que escolheu, afim de que aprenda com seus próprios erros. Algo semelhante ocorre com nossos mentores espirituais quando nos comprometemos com vícios e desatinos, fazendo ouvidos moucos à sua inspiração. Então nossa vida complica-se, porquanto é graças à ajuda espiritual que, em múltiplas circunstâncias, problemas são resolvidos, dores são amenizadas, males são superados, influências nocivas são neutralizadas. Confortador, maravilhoso saber que “lá em cima” há amigos generosos dispostos a nos acompanhar e proteger. Devemos buscá-los sempre, em oração, aprendendo a ouvir, na intimidade do coração, sua orientação preciosa. Consideremos, entretanto, que eles não são babás a satisfazer nossos caprichos ou prestigiar nossos desatinos. Quando isso acontece, a melhor ajuda que podem dar é não dar ajuda nenhuma.

Richard Simonetti

O ANJO DE GUARDA ESTÁ SEMPRE AO LADO DE SEU PROTEGIDO?
Richard Simonetti: Não o imaginemos como um pajem a nos acompanhar nas 24 horas do dia, como se fôssemos criancinhas. Essencialmente ele é o mentor que, pelos condutos da inspiração, busca nos orientar nos momentos mais importantes, estimulando-nos ao bem.

 

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 04/01/18, na Rede Espirit Book