Interessante é o pensamento que nega a existência de namoro, casamento e família no Mundo Espiritual.

Ainda em razão de nossa infância consciencial, imaginamos a outra dimensão vibratória como o céu prometido, composto de anjos e nuvens.

Até mesmos os Espíritas (Allan Kardec), que receberam a revelação de que não existe céu ou inferno, possuem dificuldades de imaginar como seria a vida na outra dimensão.

Espíritos respiram? dormem? casam? namoram? trabalham?

Primeiro, Espíritos somos nós.

Espíritos desencarnados somos nós em dimensão vibratória diferente, que, didaticamente, denominamos “Mundo Espiritual”.

Sabemos que a outra dimensão vibratória é a principal (fato afirmado reiteradamente pelos Espíritos no Livro dos Espíritos).

Ora, se a dimensão vibratória conhecida como “Mundo Espiritual” é a principal, temos que ela tem que ser, no mínimo, tão complexa quanto a nossa, tida como a escola do Espírito (ser eterno destinado a evolução).

Pois bem, conforme foi revelado por André Luiz no livro “Nosso Lar”, existem cidades construídas no chamado “Mundo Espiritual”. Aliás, cidades com tecnologia muito mais avançada do que a nossa (lembre-se, lá é o principal, logo é mais complexo do que aqui).

São centenas, milhares de cidades, em diversas faixas vibratórias, algumas em locais mais densos e outras em locais menos densos.

O fato é que muitos de nós passamos décadas nessas cidades (alguns séculos), em verdadeiro convívio social. Afinal, lá existe tudo o que tem aqui (trabalho, confraternização, entretenimento, casa, família, namoro, casamento, etc) (leiam as primeiras palestras/estudos postados no link “palestras”).

Vejamos essa passagem do livro “Evolução em Dois Mundos” (p. 228, 25ª Edição):

“Aglutinam-se em verdadeiras cidades e vilarejos, com estilos variados, como acontece aos burgos terrestres, característicos de metrópole ou do campo, edificando largos empreendimentos de educação e progresso, em favor de si mesmas e em benefício dos outros”.

Assim, naturalmente, há o envolvimento entre as pessoas que habitam a dimensão vibratória “mundo espiritual”, com namoro, casamento e constituição de famílias.

Aliás, muitos relacionamentos existente na outra dimensão continuam quando encarnados e vice-versa.

“Interrompida a aliança física na esfera carnal, por interferência da morte, o homem ou a mulher, consagrados à sublimação íntima, se associam, quase sempre, à companheira ou ao companheiro levados à viuvez, em construtivas simbioses de ação” (Evolução em Dois Mundos, p. 239, 25ª Edição).

O livro “E a vida continua…”, também de André Luiz, narra linda história de amor vivenciada na dimensão vibratória conhecida como “Mundo Espiritual”.

Quanto ao fato de que o Espírito, ser em si, não possuir sexo determinado (conforme revelado no Livro dos Espíritos), é importante entender que é comum um mesmo espírito passar dezenas/centenas de reencarnações seguidas como homem ou como mulher, conforme sua necessidade de evolução. Nesse sentido, quando na erraticidade espiritual, ou seja, quando na dimensão vibracional do plano espiritual, continuam com as mesmas características da vida terrena, mantendo-se homem ou mulher, conforme suas últimas reencarnações (porque é assim que se vêem – campo mental).

Assim, é possível e acontece de espíritos afins, quando na dimensão vibracional conhecida como Mundo Espiritual, casarem e programarem novos planos juntos.

Quanto mais compreendermos que o Mundo Espiritual não é céu e sim dimensão vibratória paralela a nossa, mais fácil será entender que lá é vida como aqui. Na verdade, encarnamos reiteradamente para evoluirmos e conseguirmos viver melhor lá, composto de matéria em outra composição vibracional.

A vida no mundo espiritual
Estudo das obras de Andre Luiz

 

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 03/05/17, na Rede Espirit Book.