A rede Municipal de Ensino de Ribeirão Preto, como a maioria das instituições, parece ter dificuldade em lidar com as exceções. Ou o caso do aluno de oito anos da escola Paulo Monte Serrat Filho, com problemas de fala e de leitura, não teria conseqüências tão graves.

            O relato é da mãe: por não conseguir ler ou comunicar-se, devido à gagueira, o menino sofreu vários tipos de agressões. E não escapou da violência física. No último embate com os colegas, chegou a casa todo machucado, com o corpo marcado. Tudo teria ocorrido dentro da escola, apesar de promessas anteriores da direção, de que a situação chegaria a bom termo.

            Porém, não houve final feliz. Dificilmente haveria em situações como esta. Numa escola preparada para educar em série, casos individuais serão sempre problemáticos. Se não temos orientação pedagógica eficiente nem para o grupo, o que pensar de uma orientação específica para uma situação particular tão difícil?

            Nosso ensino pode até contemplar a maioria através de uma média que sempre nivelará talentos e dons. Mas jamais reverterá casos que exijam superação e técnicas especializadas de atuação direta com a criança. Esse menino quer e precisa mudar de escola. Mas para qual?

Ribeirão Preto 18/11/2015 
Editorial,  jornal “A CIDADE’

Nosso comentário: o sistema educacional está em “estado de sítio”… Não adianta estabelecer orientações onde não existe uma direção por excelência e disciplinada.

O sublinhado do vosso comentário é nosso; não existem talentos nem dons, nem pessoas especiais, como normalmente são tratados os “deficientes” de qualquer natureza. Concordamos que estes deveriam ter escolas especializadas para receberem o correspondente ensino. É um absurdo fazerem parte de classes normais de ensino.

Não obstante, essas deficiências não determinam que sejam considerados uns coitados, ou merecedores de menos respeito e carinho. A deficiência existe apenas na condição física. Os seus espíritos são completamente lúcidos, mas sem condições de se expressarem. São os chamados processos kármicos, em que se manifesta a aplicação das leis divinas ou justiça divina. Sabendo que isto é real, em pleno sec. XXI, não entendemos a razão desta matéria ser ainda desconsiderada pelas elites da educação.

Entendemos que a doutrina espírita deveria ser ensinada em todos os estabelecimentos de ensino sob o aspecto mais conveniente, de maneira a não ferir suscetibilidades religiosas, visto ser a única que contempla essa realidade.

Fugir dessa ótica é colocar em prática uma discriminação, alienar um valor de suma importância para uma convivência harmoniosa, vivenciar uma vida de fingimento sem correspondência real. É isso que a sociedade pretende?

Alberto Maçorano 
www.olivrodosespiritos.com.br

Posts Relacionados