Na esteira de uma comunicação espiritual sobre o infausto acontecimento, alguns enfoques espíritas.

Geralmente quando ocorrem essas tragédias a sociedade, pelos segmentos mais expressivos, lamenta e julga culpado ou culpados.

Na verdade não há um único ou alguns motivos determinantes para essa tragédia de proporções inimagináveis.

É indispensável cogitar sobre outras causas de natureza espiritual, bem distantes do conhecimento humano, embora todo o esplendor de sua ciência.

O piloto do avião, alvo de julgamento e culpa, já decretada pelas decisões de tantos companheiros da jornada terrena, na verdade foi o instrumento utilizado pelo Pai Supremo.

Todos os Espíritos foram acolhidos pela Bondade Excelsa e necessitam, sim, de muitas preces e vibrações elevadas por parte de todos.

O Espírito do piloto está em um plano separado, em redoma espiritual e somente absorve vibrações boas e preces para o seu crescimento espiritual, porque os julgamentos divinos somente ocorrem em clima de equilíbrio e profunda ponderação, com elementos jurídicos muito mais avançados que os utilizados nos tribunais humanos.

Os meios de comunicação em massa estão se utilizando de impressionantes imagens, mas as reportagens atingem, infelizmente, milhões de pessoas sem fé, sem crença, tornando-as alucinadas, com o vigor do processo de julgamento e condenação, apenas na ótica terrena.

Existem causas espirituais desconhecidas, que produziram a autorização do Pai de Amor em retirar do cenário terreno essas almas queridas por milhões de pessoas, no mundo do esporte.

O que os homens apontam como causas, falhas humanas, nada mais são que procedimentos autorizados por Deus para remover ao mundo espiritual esse contingente de pessoas tão gratas, porque “não cai uma folha da árvore, sem a vontade do Pai.”.

Para Deus, que é todo poder e toda bondade, acidentes não existem, pois há detalhamentos tão precisos, não conhecidos pelos homens, tais como: ensejar o esquecimento do passaporte, o surgimento de uma reunião inadiável, o mal estar de um dirigente do clube que não se sentiu em condições emocionais de realizar a viagem.

A hora da partida dos nossos valorosos companheiros chegou, pois na verdade estavam na vida terrena, em corpos físicos, mas, o que é inquestionável, são filhos de Deus, permanecendo com os seus corpos espirituais, como dizia Paulo de Tarso, em atividades e aprendizados sempre dinâmicos em condições mais favoráveis aos seus projetos evolutivos.

Ao invés de julgamentos e condenações, o ideal cristão seria fortalecer a fé, produzindo preces vigorosas e emocionadas, depositando no Pai Misericordioso a absoluta confiança em seus desígnios.

Importante é que nos tranquilizemos diante da Augusta Magnanimidade Divina, resignando-nos.

No final da resposta a Allan Kardec, na questão 486 de O Livro dos Espíritos, há um conselho inesquecível:

“Afligem-se com os vossos males, quando os não suportais com RESIGNAÇÃO, porque nenhum benefício então tirais deles, assemelhando-vos, em tais casos, ao doente que rejeita a beberagem amarga que o há de curar.”

Embora o mar revolto em que atravessa a humanidade, Jesus é o extraordinário Timoneiro Divino, Ele há de conduzi-la ao continente seguro da paz.
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Haroldo Dutra Dias traduziu com esmerada profundidade o salmo inesquecível:

“O Senhor é o meu Pastor, e NÃO me faltará”.

Senhor, não falte aos nossos irmãos que deixam a Terra nesse acidente aéreo, envolvendo seus familiares e amigos.

Não nos falte, Senhor!

 

 

Dr.Luiz Carlos Barros Costa (Fernandopolis/SP) é  membro da Rede Amigo Espírita, é Delegado Regional de Polícia aposentado,Vice Presidente e Diretor de Doutrina da Associação Espírita “Missionários da Luz”, Presidente da Use Intermunicipal Espírita de Fernandópolis – SP, Professor universitário aposentado do Curso de Direito na Unicastelo : Universidade Camilo Castelo Branco de Fernandópolis – SP, Divulgador e Expositor da Doutrina Espírita.

e-mail: lubacosta@terra.com.br