Um único mendigo na sociedade, será ainda um eloquente atestado da sua miséria moral

Emmanuel (espírito)

Psicografia de Chico Xavier

 

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São estas imagens o reflexo daquilo que, pomposamente, designamos de “civilização”?

Infelizmente, este comportamento sucede-se desde o nascimento da civilização terrena, na longínqua SUMÉRIA (hoje sul do Iraque), como veremos na narrativa de “A Queda dos Anjos”, o primeiro de uma série de sete livros que narram a odisseia dos exilados de Capela, constituindo-se nas primeiras grandes civilizações deste planeta.
O instinto bélico do homem decorre dessa época. Parece que está intrínseco no seu DNA. A trajetória do ser humano é muito rica e, simultaneamente, nefasta. A brutalidade e barbárie imperaram desde sempre, com certeza, em maior profusão nessa época, que, infelizmente, ainda hoje, de uma ou de outra maneira, com maior ou menor requinte de malvadez, ainda se manifesta na sociedade contemporânea. Nasceram e pereceram grandes impérios, pairando na memória dos mais estudiosos a grandiosidade do mais recente que floresceu entre nós: o Império Romano. Todavia, o orgulho, a arrogância e a corrupção generalizada, levaram à extinção do que restara desse grande império que, entretanto, se havia desdobrado em dois: primeiro a queda do Império Romano do Ocidente no ano 476 e, posteriormente, em 1453, a queda do Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla, hoje, Istambul.

Essa tenebrosa herança originou uma manta de retalhos que formou uma imagem muito próxima do atual continente europeu. O sec. XIV daria origem à saga da famosa época dos descobrimentos marítimos em que a minúscula nação portuguesa, situada na parte mais ocidental da Península Ibérica e do continente europeu, guindaria Portugal ao maior expoente do conhecimento marítimo e cartográfico de então. As naus portuguesas chegariam aos mais recônditos lugares. Foram os primeiros europeus a desenvolver rotas marítimas em busca do caminho marítimo para a Índia, que honrosamente conseguiriam através do navegador Vasco da Gama, em 1497/1499, estabelecendo entrepostos comerciais, através das chamadas “feitorias” nos variadíssimos lugarejos marítimos em que aportavam.

Entretanto, a cobiça e rivalidade dos vizinhos espanhóis, não se intimida, apoderando-se de segredos marítimos portugueses que, o renegado?… português Cristóvão Colombo, ou, segundo outros, agente secreto de D. João II, na Espanha, se aproveitou, oferecendo os seus serviços à corte espanhola, depois de uma recusa da corte portuguesa, dando início à expansão marítima espanhola com a descoberta das Bahamas, Antilhas e, posteriormente Cuba, entre outros lugares dessa região, ficando conhecida na história como a descoberta da América, em 1492. Então, por que os habitantes encontrados nessas regiões ficaram conhecidos por índios e não por americanos? Nessa época havia uma febre generalizada em chegar ao Oriente ou Índia, pelo mar. Por isso, quando Colombo chegou a essas paragens, ficou convicto de ter chegado às índias ou oriente, designando os seus habitantes como índios. A título de curiosidade, o nome de Cuba, foi em homenagem à sua terra natal de Cuba, no Alentejo, em Portugal, e não o contrário, como eu próprio cheguei a pensar antes de conhecer a controversa polémica sobre a sua origem. Hoje estou plenamente convicto da sua cidadania portuguesa, desconhecendo apenas quais os motivos que o levariam a oferecer os seus préstimos aos reis católicos da Espanha. Pensando com frieza, podemos concluir que não existe qualquer lógica na sua origem italiana. Como isso seria possível em uma nação sem qualquer tradição marítima, nessa época, bem entendido? Seria ele, então o único exemplar? (A esse propósito, consulte a internet sobre as pesquisas do Dr. Manuel Luciano da Silva). Além de outras investigações anteriores que puseram em causa a nacionalidade italiana de Colombo, seria o Dr. Luciano da Silva, médico português (já falecido), radicado nos Estados Unidos desde a década de 40, que comprovaria a nacionalidade portuguesa desse farsante.

A rivalidade era tamanha, que, para apaziguar os ânimos entre os dois contendores, foi feito um acordo através do famoso “tratado de Tordesilhas”, dividindo o mundo de então, descoberto ou a descobrir, entre Portugal e Espanha, sacramentado pelo então papa Alexandre VI, através de uma bula, em Junho de 1494. Diga-se de passagem, que, apesar do Brasil ainda não ser descoberto, Portugal já sabia da sua existência, escolhendo precisamente a parte que o contemplaria no futuro.

Não obstante, a cobiça e rivalidade espanhola, a pirataria inglesa e, por fim, a célebre Conferência de Berlim, que começou em 19 de Novembro de 1884 e terminaria em 26 de Fevereiro de 1885, reduziria as possessões portuguesas a um simples terceiro lugar no concerto das potências coloniais. O continente africano seria dividido a seu bel prazer, pelas maiores potências bélicas, como, por exemplo, a França, que nada fez em navegação marítima e ficou com a segunda maior fatia do bolo; idem com a Inglaterra, que se notabilizara na pirataria, (a cidade de Macau, na China, não era colónia portuguesa; através de um acordo, foi oferecida pelos chineses a Portugal, como recompensa da ajuda recebida no confronto com a pirataria das embarcações inglesas) ficando com a maior parte do continente, através de ameaças e jogo sujo com os portugueses. Por exemplo, a implantação da República em Portugal, a 5 de Outubro de 1910, foi consequência de um ultimato inglês a Portugal, que reivindicava a posse dos territórios que iam de Angola até Moçambique, conhecido pelo famoso mapa cor de rosa, cuja travessia fora levada a cabo pelos famosos exploradores portugueses Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens. Como Portugal não tinha força bélica para enfrentar a Inglaterra, teve que ceder. Foi o estopim para que o movimento republicano que já existia, não compactuasse com a resolução da monarquia, rebelando-se com o apoio de unidades do exército português, dando o “golpe de misericórdia” na já fragilizada monarquia, implantando-se assim a República em Portugal. A Bélgica também recebeu, de mão beijada, o ex-Congo Belga, hoje Zaire, (parte do qual pertencia a Angola), e até a Alemanha, ficaria com o denominado “Sudoeste Africano”, (hoje Namíbia) que fazia fronteira com o sul de Angola à qual foi “roubada” uma boa parte. Esquecia-me momentaneamente da Itália que, sem qualquer motivo que o justificasse teve também a sua fatia no bolo africano. (Sudão, Somália). Infelizmente como tristes exemplos…

Sabemos hoje, as consequências dolorosas dessa divisão territorial, sem levar em conta as etnias de cada região. Sem qualquer pretensão de defesa do sistema colonial, o continente africano, após as independências, teve um retrocesso bárbaro e selvagem entre os diversos países que o compõem, excluindo-se raríssimas exceções, o continente, pode dizer-se, está em “chamas”, vivenciando-se as maiores atrocidades e barbáries e, por motivos sobejamente conhecidos, sem qualquer interesse das grandes potências em contribuir para a solução dessa situação, salvaguardando os direitos humanos dos seus cidadãos. Assim caminha a história da humanidade…

Assistiríamos, entretanto, a dois horrendos conflitos mundiais, sobretudo a 2ª guerra mundial entre 1939/1945, em que se notabilizaram os famosos “campos de concentração” nazistas; talvez, muitos não saibam da generalização da matança de judeus à míngua, envenenados em banhos “depurativos” (com gás saindo dos chuveiros) ou ainda mesmo, vivos, em valas comuns, só porque eram judeus, dando-se origem à horripilante designação de “HOLOCAUSTO”, um nome para nunca ser esquecido.

Entretanto, a capitulação da Alemanha após o término da 2ª guerra mundial, (1939-1945) dá origem à Conferência de Yalta, na Crimeia, em Fevereiro de 1945, entre os chefes de estado dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, da União Soviética, Josef Stalin e Winston Churchil, primeiro-ministro do Reino Unido; potências vencedoras que fariam nova repartição de territórios, sobretudo, o famoso ditador Stalin.

Quando tudo levava a acreditar que a carnificina pararia por aí, voltaríamos a assistir às dolorosas intervenções militares da França e, posteriormente, dos Estados Unidos na triste “guerra do Vietnam”, onde se vislumbra como triste recordação a imagem daquela menina completamente nua, junto com outras crianças, fugindo dos horrores das bombas e da sua aldeia em chamas, cujas sequelas vivencia até hoje, pois, conseguiu sobreviver…

O mundo não parava de provocar conflitos bélicos. Na década de 60 iniciava-se a luta anti-colonialista no continente africano, aliás, mais propriamente em 1958, na Argélia contra o domínio Francês. Infelizmente, essa luta libertadora estava associada e interligada ao confronto ideológico entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética, designado por guerra fria, entre as duas potências que brigavam por controlar o maior número de países no mundo, ainda que por motivos diferenciados, ou seja, os Estados Unidos fomentavam as guerras para venderem material bélico e a ex-União Soviética fomentando o socialismo comunista. Quando me encontrava em Angola, servindo o exército português cheguei a ter em minhas mãos um livrinho confidencial que estava arquivado na repartição do Quartel General em que trabalhava, fiquei horrorizado com as imagens de fotos de argelinos barbarizando os franceses, cuja guerra duraria cerca de seis anos. Idêntica situação aconteceu em Angola, e cuja luta anti-colonial se desencadeou no dia 4 de Fevereiro de 1961. Tinha 13 anos de idade, os meus pais tinham uma pensão em Luanda e vivenciei cenas dramáticas de pessoas que conseguiram fugir a tempo dessas cenas horrorosas. Vejam essas fotos que sobreviveram e sobreviverão para a posteridade de uma triste realidade. Agora pergunto: havia necessidade de cometer tais atrocidades para conseguir uma independência? Não poderemos esquecer Mahatma Gandhi, um oásis no deserto da estupidez, da incompreensão, da ignorância e da intolerância, não necessitando de disparar um único tiro para conseguir libertar a Índia do jugo colonial inglês. Simples exemplo, sem margem para outros comentários. Aliás, esse homem de outro mundo era completamente contrário ao uso da força, fosse para o que fosse.

Porque me diz respeito, indiretamente, passados que são 41 anos da infeliz “revolução dos cravos” em Portugal e 40 anos da saída em massa dos portugueses de Angola, antes da independência que se daria em 11 de Novembro de 1975, faço públicas indagações entaladas na minha garganta e na da maioria dos portugueses abandonados pela mãe pátria: valeu a pena o esforço de uma nação durante quase quinhentos anos para ter um desfecho tão nefasto, cruel e sanguinário? Foi proveitoso para os naturais de Angola vivenciar cerca de quarenta anos, uma guerra fratricida, após a debandada imposta aos portugueses, para se submeterem finalmente a uma feroz ditadura, vivenciando quiçá, uma condição de miséria e necessidades maiores que no tempo colonial? Foi justo que Portugal abandonasse Angola e as restantes colónias e os seus cidadãos sem impor governos justos, sérios e democráticos, contemplando toda a população em geral?

Depois das páginas brilhantes da epopeia dos descobrimentos no contexto da História Universal, que poderia ter fechado esse ciclo com chave de ouro, pois, Portugal teve todas as chances para que isso acontecesse, mas, infelizmente deixou escapar essa nobre e soberana oportunidade e, ao contrário, fechou esse ciclo da maneira mais infame, infeliz e dolorosa, fugindo com o rabo entre as pernas, vergonhosamente, de cabeça baixa, abandonando esses territórios e respectivas populações à sua triste sorte… É muito humilhante para um país e uma nação que chegou a dividir o mundo entre portugueses e espanhóis…

Entre tantos disparates, não posso deixar de sublinhar um vulto da História Contemporânea que, após o seu valioso contributo para apaziguamento das tensões imperialistas, o seu nome caiu no ostracismo e quase esquecido por muitos: Mikhail Gorbachev, o último presidente da ex-União Soviética que teve um papel crucial no novo tabuleiro de forças bélicas, estando na origem da queda do famigerado muro de Berlim ou da “vergonha” como também era conhecido, e daí o aniquilamento e extinção da célebre “cortina de ferro”: conjunto de países sob o domínio soviético, como consequência da perestroika (reestruturação económica) e da glasnot (abertura e transparência na política). Ruía, finalmente, o “castelo de cartas” sob o nome de União Soviética que tanto mal causara aos seus cidadãos, em prol de uma hegemonia mundial.

Passando em resenha uma síntese da belicosidade mundial em seus aspectos mais preponderantes, concluímos com pesar que os conflitos nunca deixaram nem deixarão de existir no concerto das nações, e no próprio interior dos países como o Brasil, por exemplo, onde posso falar com mais propriedade, onde campeia a violência generalizada.

Passados cento e cinquenta e sete anos da descoberta da verdade existencial por Allan Kardec, ansiosamente questionada pelo homem desde que se conhece por gente, teima em ignorar, por simples arrogância, orgulho e vaidade, essa temática espiritual e religiosa, que está na origem de todos os conflitos hoje vivenciados.

Interpretar uma sociedade em todos os seus domínios à luz de uma única existência é uma coisa. Interpretá-la à luz de várias existências é outra completamente diferente. Enquanto subsistir essa dicotomia, caminharemos a passos largos para o abismo.

Não obstante, como cada um é responsável pelos seus próprios atos, eu pretendo fazer a minha parte; criar uma instituição bem concebida para abrigar e regenerar os moradores de rua de Ribeirão Preto, cidade em que moro e que me acolheu de braços abertos quando vim para o Brasil em estado psicológico lastimável. Aqui conheci os verdadeiros fundamentos existenciais em Abril de 1995 ao conhecer o espiritismo e, agora, não posso conceber a existência de pessoas morando em palacetes e do lado, outras dormindo simplesmente na rua, independentemente dos motivos que os levaram para essas vidas. Somos todos filhos de Deus e todos iguais perante Ele. Infelizmente essa percepção ainda não é do domínio da maioria, sobretudo das autoridades políticas e administrativas, achando que não prestarão contas das atrocidades, roubos, exploração e toda a malvadez praticada por, e contra seres humanos.

É com este alerta que o meu blog: www.albertomacorano.com.br

irá ao ar no alvorecer do novo ano de 2016.

Homens de bem, de respeito, de dignidade e ética moral e religiosa, demo-nos as mãos, conjuguemos esforços, e sejamos humildes, o suficiente, para aceitarmos o raciocínio evidente e lógico de que não existimos ao acaso e, por acaso, na imensidão cósmica universal tão harmoniosamente constituída, e que, por si só, leva-nos a concluir pela existência de uma força qualquer que designamos por Deus, preside a toda a criação, e nós, como suas crias, somos eternos e imortais em espírito, dando corpo às nossas vidas ou existências.

Gostaríamos muito que aqueles que já partilham deste ideal, se aglomerassem em torno da nossa ainda longínqua instituição de caridade, servindo de exemplo, e como exemplo a seguir, quem sabe, num futuro próximo, por este celeiro imenso da fraternidade universal, que será o Brasil do futuro:

S.O.S.

RIBEIRÃO PRETO!

QUEREMOS DESENVOLVER UM PROJETO SOCIAL PARA ABRIGAR E REGENERAR OS MORADORES DE RUA desta cidade.

SEJA NOSSO PARCEIRO NESSE PROJETO.

MAIS INFORMAÇÕES: (16) 3043-1388 / 3919-3261 / 98243-5453  (WhatsApp) 

(albertomacorano@gmail.com)

A adesão a este projeto será através de um negócio de marketing multinível  de perfumes e cosméticos importados de uma das melhores empresas brasileiras nessa área.

ANTECIPADAMENTE, AGRADECEMOS…

terminando com o elevado pensamento de Emmanuel que encabeçou este texto:

“Um único mendigo na sociedade, será ainda um eloquente atestado da sua miséria moral”.

 (veja também o n/ site: www.olivrodosespiritos.com.br)

FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO DE 2016.

Alberto Maçorano