Até pouco tempo, a epilepsia estigmatizava, excluía. Muitos temiam a convivência com os “epilépticos”, por conta, principalmente das assustadoras “crises” que os acometiam. Hoje a doença passou a ser mais compreendida, estudada e – felizmente – resolvida? por cirurgias revolucionárias e novos remédios. O mais polémico deles que envolve até a ação da justiça para poder ser administrado, é um componente da maconha, o canabidiol. Diante da evidência que a substância reduz o número de convulsões de uma paciente de mais de quarenta por dia, para cinco, na semana passada a justiça de S. Paulo autorizou uma jovem paciente da região a usar o medicamento. O escritor Machado de Assis, (1839-1908), porém, não teve chance parecida. Portador da doença, o mais genial dos autores brasileiros morreu aos 69 amos, sem conseguir livrar-se de seus efeitos dramáticos. No “dia roxo”, comemorado hoje, o que se prega é uma nova consciência pessoal, científica e académica, diante da epilepsia. Avançam os métodos, avança o tratamento e avança a capacidade de reação dos doentes, de forma muito mais articulada, pela conquista das novas possibilidades médicas e pessoais para o enfrentamento corajoso da moléstia. São outros tempos: ninguém, em sã consciência, pode excluir-se ou ser excluído, por ter epilepsia.

Editorial do Jornal “A Cidade”
Ribeirão Preto, 26/03/16

 

 Nosso comentário: no “dia roxo”, comemorado hoje, o que se prega é uma nova consciência pessoal, científica e académica, diante da epilepsia. Será isso mesmo? Embora quadrantes académicos e científicos estejam por dentro da verdade, mas, os detentores das hierarquias supostamente “legais” administrativas e políticas teimam em “remar contra a maré”. É impressionante como alguns que atingem determinantes pontos culminantes do saber se arvoram em supostos “donos da verdade”, seguidos “religiosamente”, como carneiros, pelas grandes mídias, sem a mínima preocupação de estudos e pesquisas extraoficiais, como se isso correspondesse a preconceitos ou conhecimentos “inferiores”, em nome de uma arrogância que dá dó. Fazendo uma pequena analogia política, fala-se hoje de coca cheia que “ninguém está acima da lei”, mas elementos ligados ao STF, ao Judiciário e também PF, botam “faladura”, como se estivessem acima de todas as leis… Vêm o cisco nos olhos dos outros, mas não enxergam a trave que está nos olhos deles.

Não entrando em grandes filosofias, se é quase unanimidade que Deus é o mais justo dos seres, como pensar que existam supostas doenças ou moléstias, como foi afirmado no editorial acima, em pessoas supostamente simples, humildes e boas? Então, assim, Deus seria o mais injusto dos seres. Alguém acredita nisso? Então, por que pensar que pessoas sejam afetadas por essas supostas doenças sem qualquer sentido ou motivação? Não seria o caso de se levarem a efeito profundas investigações em nome da verdade, desprovidas de preconceitos de qualquer natureza? Gente, a epilepsia não é nem nunca foi doença, tal como a tão badalada microcefalia ou quaisquer outras …ias. Como tal, não são sujeitas a tratamentos médicos, mas sim, espirituais. A epilepsia está ligada à mediunidade e, como tal, devia ser encaminhada por setores espirituais. Até quando a sociedade vai ser manipulada por pseudocientistas e “pseudodeuses” terrenos?

 

Alberto Maçorano

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