Soubemos hoje pelas 08,30 horas por telefonema do nosso irmão em Portugal que o nosso pai havia desencarnado às 02,30 horas, como consequência indireta de um AVC no domingo passado (29/04/18) quando acabava de assistir a uma cerimónia religiosa na igreja da aldeia em que nascera (Felgueiras). 

(Família reunida na fazenda em Angola: meu pai, minha mãe, o jovem central sou eu, o outro é o meu irmão Zeca e para finalizar essa menina é minha irmã Lili).

… Após ser socorrido e levado a um hospital, foi detectado um coma irreversível, cujo desenlace se consumou hoje. Após as vicissitudes de sua vida que o levaram a Angola com a família nos idos de 1950, onde passei a minha juventude durante 24 anos. Com o advento da “famosa” revolução dos cravos em Portugal em 1974 que restabeleceu o regime democrático, as colónias portuguesas de então se tornariam independentes.

Por força das circunstâncias, tivemos que regressar para Portugal, comecei a trabalhar na Caixa Geral dos Depósitos em 14/01/1977 e, posteriormente, tivemos que vir para o Brasil, em busca de melhor condição de trabalho com parentes muito bem de vida. O “casamento” não daria certo e, ao fim de ano e meio estávamos novamente com dificuldade de sobrevivência. 

Após momentos difíceis, conhecemos o espiritismo em Abril de 1995, onde encontramos o porto de salvação, o mar da tranquilidade. Como que “amor à primeira vista”, mergulhei fundo nessa promissora doutrina, fiz uma nova tradução do Livro dos Espíritos, também fiz nova tradução do Evangelho segundo Espiritismo que se encontra na Editora esperando alguém que queira colaborar na sua edição.

Assim, hoje, em plena normalidade, somos alertados subitamente pela notícia de enfermidade do nosso pai no domingo passado, que ficou em coma irreversível, e hoje consumou-se o desencarne.

Por isso, fiz as minhas duas postagens anteriores, com base na leitura espírita para que a amargura não tome conta dos nossos pequenos deslizes.  Assim, meu irmão Zeca e minha irmã Lili, tranquilizem os vossos corações, tentai amenizar a dor e transformá-la numa trégua temporária, convictos de que um dia poderão voltar a reencontra-se no plano espiritual. Esta é a realidade e é com ela que temos a obrigação de nos adequarmos. 

Que Jesus e os nossos benfeitores espirituais iluminem os nossos corações!

Alberto Maçorano

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