Alicerçado nos paradigmas do espiritismo, não poderíamos deixar de mencionar um dos grandes vultos humanos da sociedade brasileira que, na sua simplicidade, soube dar uma lição de moral e ética a grande número de cidadãos e cidadãs, julgando-se superiores por exibiram contas financeiras avultadas ou por exibirem e ufanarem de elevados graus académicos, mal pensando que na porta de entrada do pós túmulo, no mundo espiritual, nada conta do que se foi ou deixou de ser neste abatido planeta Terra. Nesse outro lado da vida, apenas conta o caráter e a dignidade do ser espiritual e o que de “bom” deixou plantado neste pequeno planeta. Julgamos que a sua semente foi apenas a do bem. Por isso pensamos que a sua reentrada no mundo espiritual correspondeu às expectativas da sua evolução moral e espiritual. Apesar de ter soado a sua estadia na Terra, acreditamos que as infâmias e desmandos de corruptos e corruptores que enlameiam o curral político brasileiro, terão contribuído também para uma retirada mais rápida deste cenário existencial.

Acredito que o seu bom e terno coração perdoarão os seus algozes, sem todavia inibir a conta que terão de pagar nesta ou noutras vidas os pseudo defensores da moral. Mas só o plano espiritual estará à altura de discernir o joio do trigo, inserido nas eternas e irreversíveis leis de ação e reação: “cada um colherá inevitavelmente aquilo que semear”.

Parabéns Marisa! Tenho quase a certeza que o seu acolhimento no mundo espiritual será de glória e hosanas. Que os bons espíritos te recebam com calor, solidariedade e fraternidade.

Alberto Maçorano