Uma reportagem impactante é um dos carros-chefes desta edição. É sobre a vida das mães que tiveram “zika”, durante a gravidez, depois do nascimento de bebês com microcefalia. Mais que depoimentos tocantes de dedicação e superação, o trabalho revela até que ponto a ação de reles mosquitinhos pode provocar tantas sequelas e dores.

                O que mais preocupa, neste caso, é de que forma as novas gerações de brasileirinhos serão afetadas pelas epidemias de “zika”. Bebês com microcefalia não se desenvolvem normalmente e convivem com distúrbios e problemas motores. Podem, inclusive não enxergar e não ouvir.

                Tudo isso nos remete ao mais evidente e premente trabalho que temos pela frente e do qual não podemos prescindir, se quisermos manter a consciência tranquila: é preciso combater duramente o vetor que transmite a doença. Mesmo que esta prevenção não iniba totalmente o desenvolvimento das larvas do “aedes aegypti”, estaremos fazendo o mínimo para tentar parar o avanço de uma agressão sem precedentes. Vamos acabar com esse mosquito.

                É preciso, por outro lado, enfatizar a seriedade do trabalho capitaneado pela equipe do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, e da pesquisa realizada através do acompanhamento de 200 bebês por pelo menos dois anos. Com persistência, ciência e muita informação, conseguiremos vencer este desafio.

Editorial do jornal “A Cidade  
Ribeirão Preto, 06/11/16

Nosso comentário: caríssimo editorialista. Não sei se é sempre o mesmo jornalista que desenvolve este editorial, ou se são vários. Digo isto, porque como já fiz algumas intervenções sobre o mesmo assunto, corre o risco, se for sempre o mesmo, de me ler novamente, se tiver a humildade de rever esta matéria tão polémica. Se for outro que ainda não leu nada sobre isto, espero que se debruce atentamente sobre tão delicado assunto.

                Como se diz em Portugal, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” … (quando fura…) ou “vale mais um burro entrar à razão do que um teimoso” … Ambos podem aplicar-se àquele que já me leu anteriormente sobre este mesmo assunto.

É incrível como em pleno sec. XXI, o século da razão, por excelência, o século da lógica matemática que culminou nessa maravilha das maravilhas, que é o computador e a internet, ainda se pautem caminhos que nada têm a ver com lógica, muito menos com matemática e muito menos com ciência.

É evidente que a religião convencional ou outras doutrinas quaisquer, também não se pautam por caminhos concretos e objetivos. Todavia, há 159 anos que nos foi outorgada uma “nova era filosófica existencialista”, fundada na lógica, na matemática e na ciência, e nos princípios doutrinários de Cristo, que Allan Kardec denominou de Espiritismo, em 18 de Abril de 1857. A partir desse momento o homem, pela primeira vez, sabia de onde vinha, porque vinha e para onde iria após a morte física do corpo.

Não obstante, o homem questionar-se desde épocas ancestrais sobre esse posicionamento, mas, por motivos, os mais variados, baseados, sobretudo na arrogância, na vaidade, no orgulho, na soberba e, principalmente, no preconceito, o comum dos mortais teima em não aceitar esses princípios, mesmo que ignorando-os completamente, excluindo as exceções, evidentemente, que compõem a corrente dos espíritas e espiritualistas.

Para quem conhece minimamente o espiritismo, sabe que esses argumentos são completamente falsos, sem nenhuma correspondência com a verdade. Já afirmei categoricamente que a “microcefalia” nada tem a ver com quaisquer zikas da vida. Do contrário, é, no mínimo, uma desinformação, é contribuir para gerar pânico e pavor na mente de pessoas desconhecedoras, principalmente em mulheres.

Mesmo através destes avisos, vocês teimam em ignorar este questionamento, no pressuposto de estarem sendo desenvolvidos estudos por entidades consideradas “donas da verdade”, mesmo que, enquadradas em elevados valores académicos.

O mínimo que poderiam fazer seria aproveitar esta “onda” e promoverem debates públicos enquadrados por pessoas de destaque no movimento espírita, para que a verdade fosse aclarada. Só dessa maneira estariam dando um valioso contributo para a harmonia e tranquilidade dos lares que, infelizmente, carregam essa reação kármica de uma ação pretérita dos espíritos envolvidos nessa teia. Não pretendo, de maneira alguma, que esta vasta informação seja transcrita na íntegra, (que seria superinteressante) no vosso jornal, mas tão somente que sirva de alerta e reflexão ao jornalismo desse jornal.

 

Alberto Maçorano