A democracia não resiste ao tropel dos brutamontes. Sem justiça social não há democracia. Na democracia capitalista o povo pode votar, mas não governa. Dizem que a pátria atual da democracia é a “América”. Quem chama a tribo anglo-americana de “América”

já veste o uniforme dos conformados em ser o rebotalho do mundo e obedecer ao som do berrante. Nos Estados Unidos nunca houve democracia. Nem com Washington, Jefferson & Cia. E menos ainda com a turma seguinte, incluindo os “liberais” (aqueles que dizem ser necessário dar um pouco mais de água aos proletários, para eles não morrerem de sede).

            A dissimulação da democracia gringa se mascara com as fantasias oferecidas à massa consumidora: alienem-se, comprem e gastem que tudo fica bem enquanto os militares atacam o resto da humanidade. Há quem aplauda. A maioria dos norte-americanos sente-se segura enquanto as bombas arrebentam os árabes que adoram Alá.

            De repente, eles elegem “democraticamente” um troglodita que cospe fogo e vê na gente de pele escura o Mal, a roubar os empregos do Tio Sam. Mas, como o capital é “democrático” permite que os liberais defendam os “espertos”, enquanto apoia a “higienização racial” do país e se aproveita para explorar o trabalho do imigrante mal pago. A fera alaranjada apruma o topete e acusa a imprensa de mentir adoidado. Pois, não é que disse a verdade falando a mentira? O dilema é que mentir pode, mas não contra o sistema. Porém quem é o sistema? Moral da história imoral: com a globalização a patifaria se especializou em aproveitar-se da violência gerada pelas políticas injustas para impor violentamente sua injustiça

 

Jornal “A Cidade” (Ribeirão Preto)

chiavenato@jornalacidade.com.br

 

 

Nosso comentário: como sempre, magistralmente colocado no “fiel” da balança, os significados dos termos “democrático, ditadura ou pseudemocrático”

            Realmente o mundo que nos governa está cheio de eufemismos, aquilo que parece ser, não é. E assim vamo-nos digladiando sem chegarmos a nenhum porto de abrigo. “Pobres humanos” que se deixam envolver pelo turbilhão dos desmandos de toda a ordem.

 

Alberto Maçorano