Das 220 pessoas delatadas pela Odebrecht, 180 têm foro privilegiado

Das 220 pessoas delatadas pela Odebrecht durante as investigação da Lava Jato, 180 têm foro privilegiado. Ou seja, devem ser julgadas por tribunais superiores, diferentemente de um cidadão comum, julgado pela justiça comum. As informações são do colunista Ancelmo Gois, de O Globo.

Neste caso, a investigação deve ser supervisionada pela Procuradoria-Geral da República, que, com base em dados levantados pela Polícia Federal, analisa os casos e decide apresentar uma denúncia formal ao Supremo Tribunal Federal (STF).Apresentada a denúncia, os ministros do STF decidem pela abertura de uma ação penal. 

Levando em conta que o Supremo julga cerca de 100 mil casos ao ano, de acordo com números da própria instituição, os resultados ainda devem demorar.

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Nosso comentário: é uma vergonha esse tal de “foro privilegiado”. Quer dizer que o político investido em funções governativas, permite-se o direito de infringir a lei, com a liberdade de cometer crimes, dando-se ao luxo de ter um atendimento judicial privilegiado. Nesse aspecto o juiz Sérgio Moro tem razão em querer acabar com essa mamata que nunca deveria ter existido. Bem pelo contrário. O político investido em funções administrativas é que deve dar o exemplo de probidade, ética e dignidade. Por isso deve ter a sua vida completamente aberta à fiscalização do povo e não blindada, tentando ocultar as baixezas de toda a ordem. O que esperam os reformadores para acabar com essa condição vergonhosa?

Alberto Maçorano

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