“Criminosos” mostram que têm um implacável poder de fogo, cada vez maior, e organização de esquadrão de elite. São os integrantes de uma suposta “quadrilha” que, nos últimos meses, tem assaltado e explodido depósitos de empresas que guardam ou transportam dinheiro vivo.

                Não será fácil combatê-los. Precisamos que a inteligência policial se mobilize para isso, já que os “bandidos” têm um apoio logístico impecável e contam sempre com o elemento surpresa nos ataques.

                O carro Land Rover, usado pelos “assaltantes”, abandonado e incendiado após o ataque, foi comprado em Pirassununga. De alguma forma, o comprador do utilitário deve ter deixado pistas que ajudem na sua identificação. É preciso buscá-las.

                É necessário, também, apostar em armamentos que igualem forças, em confrontos, seja no caso da polícia, seja no caso dos vigilantes que guardam o dinheiro transportado. Os ladrões têm metralhadoras que podem derrubar um avião. E armas com alcance de 3,5 Km. Estão muito à frente.

                Além disso, é preciso neutralizar outra vantagem dos marginais, que é a imprevisibilidade dos locais e datas em que agirão. Para isso, só mesmo o serviço de inteligência policial entrando em ação para anular a margem extra de manobra. Tecnologia capaz de inutilizar as notas transportados com tinta ou outros recursos também tiraria a motivação dos meliantes. Tudo isso, porém, exige investimento.

Editorial jornal “A Cidade”
Ribeirão Preto, 07/04/16

 

Nosso comentário: “violência gera violência”, é a conclusão para qualquer leigo, que se tira da leitura deste pequeno texto. É assim que vamos mudar a sociedade? Serão necessários mais dois mil anos para eliminarmos completamente o instinto animalesco e bélico intrínseco no DNA do homem, para implantar de vez, a mensagem de amor que o mestre dos mestres, Jesus Cristo, nos veio ensinar e deixar-se morrer fisicamente, para exemplificar a mensagem de amor ao próximo.

Lemos no texto palavras por nós grifadas, como, bandidos, assaltantes, criminosos, quadrilha, etc. O quadro político brasileiro está infestado por todos esses nomes, a começar por um tal Eduardo Cunha que se dá ao “luxo” de exercer um cargo administrativo do mais alto nível e ninguém o coloca na “parede”, excetuando-se um número restrito de bodes expiatórios que pagam por milhares de alguns meliantes, talvez, ainda mais corruptos. Como é possível uma constituição permitir um caso destes? Não existe DNA de bandidos, marginais, assaltantes, etc. Somos todos irmãos perante Deus, e espíritos em diferentes graus evolutivos, como é o caso desses irmãos, que deveriam ter um acompanhamento especial, em vez de prisões, se realmente vivêssemos numa sociedade verdadeiramente “civilizada”.

Não posso falar do que não sei. Não sei se existe este método de transporte de valores em outros países. Eu fui bancário em Angola e Portugal, e nunca fiquei sabendo deste arcaico método. É muita “frescura”. Para que servem os funcionários? Isso deveria ser incumbência da própria instituição e serem transportados em viaturas comuns. Alguém, por ventura, saberá que um carro qualquer está transportando a maior soma de dinheiro do mundo, que seja? Se alguém souber, só pode ter sido denúncia do próprio funcionário. Assim, no caso vertente, como algum “bandido” vai saber que naquele momento e naquele local vai passar um “carro fortaleza? ”, transportando essa dinheirama? Só pode ter sido por denuncia dos próprios transportadores. É preciso ter faculdade para chegar a essa conclusão?

E para concluir, o investimento maior que se poderá fazer é na educação e no social. Se não houvesse tanta miséria neste país, tenho certeza que a maior parte da “marginalidade” jamais teria campo fértil para se manifestar. Portanto, jamais chegaremos a parte alguma através da violência gratuita e simples repressão policial, sem darmos a contrapartida para que a sociedade, como um todo, possa viver com o mínimo de dignidade. Não faz sentido, 10 % viverem no paraíso, e os restantes na miséria e, por vezes, na indigência total. Precisa ter faculdade para chegar a esta triste conclusão?

 Alberto Maçorano