O problema das drogas é tão antigo quanto desafiador. Há o vício dos que se tornam consumidores compulsivos e destroem inapelavelmente a vida e a saúde; há o comércio inflexível, dos que se enredam com traficantes e acabam-se tornando também marcados para morrer ou para “puxar cadeia”, no jargão dos marginais.

                Não há portanto, com honrosas e sofridas exceções, saídas fáceis ou possíveis para este circo de horrores que é o narcotráfico e a dependência química.

                O mais difícil, quando se trata do consumo compulsivo, é enfrentar a degradação moral e física para conquistar a chance de um recomeço de vida.

                Temos uma rede de saúde pouco preparada para amparar os dependentes químicos e estender uma rede de proteção para eles, seja na hora da desintoxicação, seja na hora da manutenção dos novos padrões de comportamento.

                O tratamento psiquiátrico, de amparo psicológico, é sempre muito demorado e exige, mais que tempo, especialização de profissionais aptos para o trabalho. Além disso, também a família se enreda neste universo sofrido, e, junto com o paciente, também exige tratamento.

                É uma terapia que poucos conseguem obter, seja pela debilidade dos serviços disponíveis, seja pela impossibilidade de a família acompanhar tudo. Mas não é questão de sorte: é questão de estrutura.

Editorial do Jornal “ A Cidade”
Ribeirão Preto, 24/04/16

Nosso comentário: enquanto a sociedade viver completamente equivocada em relação a posicionamentos existencialistas, não haverá qualquer terapia que surta efeitos positivos, seja no que for. Pior ainda quando se submete alguém a tratamento psiquiátrico de algo que não existe.

                Enquanto as principais mídias de impacto social não extinguirem completamente o preconceito, a arrogância, o orgulho ferido e o nariz empinado, no pressuposto que o “status quo estabelecido” é que está certo, é o que prevalece, continuaremos numa redoma de ignorância, enganando-se uns aos outros, idealizando um mundo imaginário e inatingível, consubstanciado em assustadora desinformação.

                Está mais do que na hora dos organismos que de alguma maneira representam ou têm elevadas funções na sociedade, além das grandes mídias, tomarem vergonha e debruçarem-se seriamente sobre estudos profundos do existencialismo humano. Saber exatamente qual a origem do homem, o porquê da sua existência e para onde vai após a morte física.

Inquietações que acompanham o homem desde que se conhece como ser inteligente. Mas, no dia em que surgiram essas respostas, ou seja, no dia 18 de Abril de 1857, através da primeira publicação do assunto, na obra ímpar de Allan Kardec, intitulando-se “O Livro dos Espíritos”, o homem, no alto do seu pedestal de orgulho, arrogância, vaidade e preconceito, não aceitou a descoberta e persiste viver na ignorância e na utopia de falsos profetas, acobertados por pseudocientistas e principais polos de informação, aliás, desinformação. O resultado é o que todos conhecemos. A completa degradação moral.

Quando o homem adquirir a certeza absoluta que a sua vida não acontece por acaso, que pagará vintém por vintém de tudo que fizer de maldade para com o próximo e que a sua existência continuará após a morte do corpo, temos a certeza absoluta que a sua postura será completamente oposta àquela daquele que ainda vegeta na escuridão…

Alberto Maçorano

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