Chico Picadinho: criminoso de SP pode ser solto após 41 anos

O criminoso Chico Picadinho, que matou e esquartejou duas mulheres em São Paulo nas décadas de 60 e 70 e está preso há 41 anos — onze anos a mais do que o máximo permitido por lei –, deve ser solto até o dia 1º de julho deste ano.

Francisco da Costa Rocha entrou para a história após cometer os crimes mais violentos do Brasil à época. Em 1964, ele matou e esquartejou a austríaca Margareth Suida durante uma relação sexual, ficou oito anos na cadeia e foi solto por bom comportamento.

Dois anos depois, em 1976, ele matou Ângela da Silva, também durante uma relação sexual. Ele novamente esquartejou a vítima e colocou os pedaços em malas e sacos para se desfazer deles. O assassino acabou sendo preso antes de sumir com o corpo após ser denunciado por um amigo.

Dessa vez, ele foi condenado a 20 anos de prisão. Chico Picadinho terminou de cumprir a pena em 1998 na Casa de Custódia de Taubaté, no interior de São Paulo. Aos 56 anos, pediu para ser libertado, mas o pedido foi negado pela Justiça.

De acordo com matéria do “Fantástico”, um exame psiquiátrico feito pela polícia diagnosticou que Chico Picadinho tem personalidade psicopática, com manifestações sádicas.

O criminoso está sendo mantido preso por uma interdição civil solicitada pelo Ministério Público (MP). A medida é aplicada quando a pessoa não é considerada capaz de assumir responsabilidades do dia a dia, mas não é uma condenação criminal, nem motivo para mantê-lo preso.

Mesmo sendo diagnosticado como psicopata, Chico Picadinho é considerado por lei capaz de responder pelos seus próprios atos. E por já ter cumprido a pena, a juíza Sueli Zeraik decidiu, no começo deste mês, que ele não deve ficar na Casa de Custódia de Taubaté. Ela alega que, segundo o Código Penal, ninguém pode ficar preso por mais de 30 anos no Brasil e ele já está há mais de 40 anos.

Para o psiquiatra Charmes Kiraly, ele não deve voltar ao convívio social, pois tem um desvio de personalidade para o qual, segundo ele, “não existe tratamento”. Contudo, o MP concordou com a decisão da juíza.

O especialista afirma que “se uma pessoa é psicopata, ela vai ser para sempre”. “O legislador devia ter uma forma de contenção de pessoas que são antissociais e que não podem viver em sociedade, pois vão necessariamente cometer crimes terríveis”, explicou.

Chico tem hoje 74 anos. Ele vive sozinho em uma cela e não recebe visitas. Um funcionário relatou que ele convive bem com os outros detentos, trabalha na biblioteca, gosta de ler e pinta quadros.

A juíza determinou que ele seja solto de forma gradual, com acompanhamento psicoterápico e, a princípio, acompanhado de um funcionário. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo será responsável por ajudá-lo a encontrar um lugar para morar.

Nosso comentário: muito poderíamos falar sobre este caso, mas vamos resumir, sintetizando o mais possível. Começamos pela parcialidade da justiça brasileira. Um pessoa enjaulado 41 anos, quando existem hoje casos idênticos, ficam meia dúzia de anos e são soltos. É um absurdo manter uma pessoa isolada da sociedade por 41 anos. É um absurdo, hoje, em pleno século XXI, parte da sociedade e da ciência desconsiderarem os fundamentos existenciais do homem transmitidos pela doutrina espírita. É um absurdo pensar em pleno século XXI que o homem nasce uma vez, morre e acabou tudo. Quanta presunção e ignorância, simultaneamente. Enquanto perdurar esse tipo de pensamento não sairemos desse ciclo vicioso de “ação e reação” perante a “marginalidade”. Enquanto perdurar esse tipo de pensamento, o homem não avança, pese embora os avanços tecnológicos, mas no âmbito social, moral e ético, há um retrocesso violento. 

É chegada a hora de tirar a venda dos olhos e das mentes arquétipas e toladas de aranhas e mofo… Só mentes muito atrasadas, preconceituosas, arrogantes e fanatizadas por seitas religiosas  se recusam acreditar ou compreender que em pleno século XXI é um contra senso pensar que morreu… acabou…! Onde está, então a justiça de Deus para aqueles crimes monstruosos que escapam à justiça terrena? Fica por isso mesmo? E tantos outros motivos e explanações que nos perderíamos em exemplificar, mas, aquele que se recusa acreditar, sem ao menos raciocinar, nada adiantaria, tal como Jesus disse a Nicodemos: que adianta explicar o que se passa nos céus se sequer entendes o que se passa na Terra?

Então, para concluir o absurdo desse ser 41 anos enjaulado, não resolve nada. O sistema carcerário e prisional precisa ser amplamente reformulado. As pessoas não se regeneram simplesmente atiradas para os calabouços e retiradas do convívio social. Se ele é ruim, ficará mil vezes pior dentro desse sistema. Está mais do que na hora de rever essa situação, mas, somente com o entendimento da doutrina espírita, poderá ser uma realidade. Não existem doenças, mas doentes. As doenças não são apenas de ordem física, mas também de ordem psicológica e obsessiva. 

É chegada a hora de entender que os “criminosos” precisam conhecer o espiritismo e entender que todo o crime, seja ele qual for e em que circunstâncias for, será punido pela justiça divina e pago com “juros e correção monetária”. É hora de o senhor Bruno (goleiro) entender que não é a justiça terrena que vai consumar a sua punição. Não é por ter escondido tudo da justiça terrena que ele vai ficar “numa boa” e, por isso mesmo. Só a justiça divina sabe o que ele fez e praticou e pagará por tudo que ele fez e praticou, renascendo sem braços, olhos ou sabe-se lá o quê. É nisso que reside a justiça divina, senhor Bruno e Cª. Por isso, a necessidade de as pessoas terem acesso a esse esclarecimento, que a mídia e a sociedade arrogante e preconceituosa teimam em ignorar e menosprezar.

Assim, a situação social tenderá a agravar-se continuamente…

Alberto Maçorano 

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