O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou na manhã desta sexta-feira, 28, que tenha que dar explicações sobre os R$ 9 milhões de uma conta no BrasilPrev, do Banco do Brasil, montante bloqueado por Moro. “Eu não tenho que explicar nada”, disse. “Tenho 76 palestras feitas no exterior. O dinheiro entrou pelo Banco Central, está depositado no Banco do Brasil. Não tem conta na Suíça, a certeza da minha honestidade é que eu não depositei na Suíça”, disse à rádio Som Maior, de Criciúma, Santa Catarina. O ex-presidente afirmou, ainda, que o juiz é quem “tem que explicar porque bloqueou um dinheiro que está na previdência privada”. 

O petista voltou a dizer que a sentença não é baseada nos autos do processo e que a decisão do magistrado foi baseada na “pressão da imprensa”. Lula sugeriu, novamente, que a condenação teria a intenção de tirá-lo do pleito em 2018. “Se eles querem tentar evitar que eu seja candidato em 2018, essa não é a melhor forma. A melhor forma é tentar encontrar um candidato bom de outros partidos para não deixar eu ganhar as eleições”. O ex-presidente também citou as pesquisas de intenção de voto, que indicam seu nome à frente de outros potenciais candidatos.

O ex-presidente não foi questionado sobre a prisão do ex-presidente do Banco do Brasil e do Petrobrás, Aldemir Bendine, nesta quinta-feira, 27. Homem de confiança do petista, Bendine se tornou presidente do Banco do Brasil em 2009 e assumiu o comando da Petrobrás em 2015, após nomeação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Caravana. Lula afirmou que vai começar uma caravana, em três semanas, pelo Nordeste do País. Segundo o petista, a viagem começará no dia 17 de agosto pela Bahia e levará 21 dias até chegar ao Maranhão.

“Nós vamos fazer campanha, sendo candidato ou não. Nós vamos andar pelo Brasil”, disse Lula. “Eu vou começar uma viagem pela Bahia e terminar no Maranhão. Serão visitados 10 estados (do Nordeste), depois eu quero fazer no Sul e no Sudeste, quero fazer no Centro-Oeste, no Norte do País”, disse o ex-presidente.

Ainda segundo Lula, que disse que a viagem seria para ver “como eles estão estragando o País”, o roteiro não inclui trajetos de avião. “Quero viajar de ônibus, de carro, de trem, de barco, que a gente possa ter mais acesso ao povo”, disse.

O petista jogou para seu partido a responsabilidade de se candidatar a 2018. “O PT tem que querer que eu seja candidato, devem ter outras pessoas querendo ser candidatos, afinal de conta o PT tem cinco governadores de estado, vários senadores, vários deputados”, disse, sem citar outro possível presidenciável em seu nome.

Nosso comentário: eu, simples cidadão não qualificado academicamente para tecer argumentos embasados nessa matéria e, como eu, tantos outros milhões, todavia, não sou desmiolado nem débil mental, nem desprovido de lucidez e discernimento para avaliar o descalabro político, administrativo e, sobretudo, jurídico, que, com a pretensão inicialmente com boas intenções de se acabar com a corrupção no Brasil, através da Lava Jato, enveredou-se para um caminho totalmente oposto. Politizou-se o ambiente jurídico a tal ponto que a “verdadeira justiça” está sendo deturpada, vilipendiada, virando uma “caçada às bruxas” pelo “poderoso” Ministério Público, achando-se o dono da verdade absoluta e da razão, como se estivesses acima da lei. Eles é que estão governando o país, chegando-se à triste conclusão que a corrupção está mais viva do que nunca e., para cúmulo, seguida pelo atual governo. Para justificar a Lava Jato, massacram-se alguns “bodes expiatórios”, como o caso vertente de Lula, sem dó nem piedade, condenando-se uma pessoa, sem fundamentação jurídica, como quem bebe um simples copo de água.

Tudo isto acontece porque não existe qualquer foco religioso nas mentes vazias desses ilustres cidadãos, apesar da elevada qualificação académica. Mal sabem eles que a “verdadeira justiça” não é feita por simples juristas terrenos, mas sim pelos “juristas” espirituais. Aí, sim, é que serão prestadas contas e sancionada a real justiça divina, à qual ninguém escapa, acredite ou não, aceite ou não. Pouco interessa. É isso que está faltando na sociedade contemporânea. Vive-se uma vida de mentira, hipócrita, pensando que “morreu, acabou”, sem haver a menor preocupação dos dirigentes políticos e administrativos por divulgar e incluir esse conhecimento existencial nos currículos escolares, pese embora a não aceitação por uma boa parte da sociedade. Mas, se eu sei e tenho certeza absoluta que dois mais dois são quatro, vou ignorar e permitir que o meu vizinho ou qualquer outra pessoa fique divulgando que dois mais dois são cinco, e viver nessa mentira?

Com este exemplo prático desenha-se o atual panorama dos dirigentes políticos e administrativos. Permitir que se desenvolve uma sociedade de mentira. Porque uma coisa é saber que a morte física não significa o fim do espírito inerente a cada um e sem o qual não existe vida humana, outra completamente diferente é pensar que morreu acabou, ficando por isso mesmo, todas as atrocidades e desmandos cometidos por muitos. 

Se todo esse conhecimento narrado pela doutrina espírita está ao dispor de qualquer um que se interesse em conhecer a verdade, por quê ignorá-lo e permitir que a sociedade caminho à deriva através de desmandos e barbaridades? Porque quem conhecer essa vertente com coerência, jamais enveredará por um caminho  sem volta, praticado por quem não sabe, sequer, porque existe? É necessário e imprescindível que apareça um dirigente político com coragem para colocar isso em prática. Enquanto isso não acontecer caminharemos a passos largos para o abismo.

Alberto Maçorano