Cada dia, na Terra, milhares de criaturas demandam o País da morte e milhares retornam ao Mundo Físico.

Berço e túmulo são apenas dois marcos da vida que, maravilhosa e eterna, enxameia por toda parte.

Sabemos, porém, que o século é, tão somente, um ponto infinitesimal no tempo e que as horas apressadas de um corpo denso, que surge e desaparece, não podem oferecer ao espírito peregrino da eternidade – a solução final do destino.

É por isso que pelos bilhões de almas que evoluem na crosta terrestre, outros muitos bilhões de consciências desencarnadas gravitam ao redor do Planeta, à caça de reajuste e progresso, amparo e renovação.

Por esse motivo, morrer não será redimir.

Somos na Humanidade total, milhões e milhões de seres, viajando do instinto para a inteligência, da inteligência para a razão e da razão para a angelitude.

Cada coração pulsa no degrau que lhe é próprio.

Cada consciência mantém-se no campo visual que lhe diz respeito.

Eis porque, não podemos perder na atualidade, o Cristianismo restaurado.

A ciência e a filosofia, respeitáveis embora em suas atividades e fundamentos, filiam-se a definições provisórias que lhes assinalam a marcha.

Apenas indagando e examinando, jamais chegaríamos a surpreender a vida e a sublimá-la.

Em razão disso, antes de tudo, atendamos à química do sentimento, em favor da regeneração de nós mesmos.

Nosso problema essencial, ainda e sempre, é o da unidade a benefício do todo.

Conduzamos o homem ao bem supremo, com a dignificação de si próprio, no respeito à função que lhe cabe no aperfeiçoamento da Terra, e teremos solucionado a questão da felicidade humana.

Para isso, ergamo-nos ao Cristo para que o Cristo nos edifique.

O Evangelho à frente da civilização, é o sol que nos clareia o caminho.

Aqueçamo-nos em seus raios e o serviço do Bem se nos fará grande condutor para o mundo melhor de amanhã.

Do livro “Monte acima”
Psicografia de Chico Xavier

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 18/06/16, na rede Espirit Book