AVATAR – obra cinematográfica premiadíssima (recorde mundial de bilheteria !) do cineasta canadense James Cameron (autor de outro filme igualmente premiado e campeão de bilheteria: “Titanic”),

 cuja produção levou mais de 14 anos para ser concluída, devido à falta de tecnologia apropriada para transformar a ideia (no início) em ação (ao final), deixando-nos perplexos ante os temas abordados, com a seguinte interrogação no ar: ficção ou realidade?!

 

O tema central, explorado pelo autor, é, sem dúvida, o da defesa do meio ambiente como forma de garantir a subsistência da raça dominante – tema este de crucial importância nos tempos atuais para a raça humana, aqui no planeta Terra, assim como na lua Pandora, para seus habitantes os Na’vi (seres de três metros de altura, de cor azul, e feições felinas), haja vista as alarmantes notícias sobre o acidente nuclear nas usinas de Fukushima (11/03/2011), cidade do nordeste do Japão, sacudida por um terremoto de magnitude 9 na escala Richter seguida de um maremoto (tsunami), e suas imprevisíveis conseqüências para o meio ambiente e a vida terrestre.

Este assunto já foi abordado por Al Gore no filme “Uma Verdade Inconveniente” (2006), que enreda uma séria advertência para a humanidade, sobre nossas responsabilidades com as mudanças climáticas. É um documentário ambientalista e político. As imagens, chocantes, mostram as atuais alterações que o nosso Planeta está experimentando e elas são, também, a evidência da irresponsabilidade dos políticos que se negam a reconhecer a urgência de tocar no assunto e o pouco tempo que resta para evitar a catástrofe total.

Entretanto, o aspecto que mais chama a atenção no filme AVATAR, é o da existência de vida inteligente fora da Terra, em outros corpos celestes, tema este abordado pelo escritor suíço Erick Von Däniken, em seu livro “Eram os Deuses Astronautas” (1968), que teoriza sobre a possibilidade das antigas civilizações terrestres serem resultados de alienígenas que para cá vieram.

 

 

Não, não estamos nada sozinhos no Cosmos. Além de Andrômeda, há pelo menos outros 125 bilhões de galáxias no Universo visível. E, se respeitarmos a lógica, o que não falta em cada uma delas são planetas, muitos planetas. Como disse o astrônomo americano Carl Sagan (1934-1996) sobre a vida lá fora: “Deve haver bilhões de trilhões de mundos. Então por que só nós, jogados aqui num canto esquecido do Universo, seríamos afortunados?” (Revista “Superinteressante”, edição 255, agosto/2008).

 

 

Curioso observar que, há mais de 150 anos atrás, quando a idéia de vida extraterrestre seria absurda de se imaginar, um livro publicado em Paris, na França, em 18 de Abril de 1857, de autor desconhecido: Allan Kardec (na verdade: Hippolyte Léon Denizard Rivail – professor e pedagogo francês), cujo título era: “O Livro dos Espíritos”, já tratava deste assunto.

 

 

Na Parte Primeira, Cap. 3 – Criação, na questão 55, Kardec pergunta: “Todos os globos que circulam no espaço são habitados ?”, ao que o Espírito responde: “Sim, e o homem da Terra está longe de ser, como pensa, o primeiro em inteligência, bondade e perfeição. Entretanto, há homens que se julgam superiores a tudo e imaginam que somente este pequeno globo tem o privilégio de ter seres racionais. Orgulho e vaidade! Acreditam que Deus criou o Universo só para eles.” Logo a seguir, na questão 56, ele pergunta: “A constituição física dos diferentes globos é a mesma?”, tendo como resposta: “Não. Não se assemelham em nada.” Para completar, pergunta: “Como a constituição dos mundos não é a mesma, podemos concluir que os seres que os habitam têm corpos e uma organização diferente? Respondendo o Espírito: “Sem dúvida, como entre vós os peixes são feitos para viver na água e os pássaros no ar.”

 

  

Na Parte Segunda, Cap. 4 – Pluralidade das Existências, na questão 181, Kardec pergunta ao Espírito comunicante: “Os seres que habitam os diferentes mundos possuem corpos semelhantes aos nossos ? Recebendo como resposta: “Sem dúvida possuem corpo, porque é preciso de que o Espírito esteja revestido de matéria para agir sobre a matéria, porém, esse corpo é mais ou menos material, de acordo com o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. E é isso que diferencia os mundos que devem percorrer, porque há muitas moradas na casa de nosso Pai (Jesus – cap. 14 do Evangelho de João) e, portanto, muitos graus. Alguns o sabem e têm consciência disso na Terra, outros não sabem nada.”

 

 

Muitos podem se perguntar: se existe vida inteligente fora da Terra, porque até hoje não foi feito nenhum contato ? Evidentemente que, para vencer as astronômicas distâncias interplanetárias, necessário é possuir um conhecimento científico e tecnológico avançado, muito superior ao que o homem terrestre possui atualmente, consubstanciado por um desenvolvimento ético-moral igualmente pleno. Assim, uma civilização altamente avançada, sabedora do atraso em que vive o homem terrestre, que mata seu semelhante, e destrói seu meio ambiente, certamente ficará afastada de nós, até que seja possível um contato de alto nível (talvez, daqui a alguns milênios !).

  

Possivelmente, estes seres celestes, capazes de vencer distâncias imensuráveis no espaço sideral, estejam nos monitorando há algum tempo, provavelmente com sondas espaciais, não pilotadas, invisíveis aos nossos instrumentos (como já é possível aqui na Terra com os aviões invisíveis Nighthawk – caça da primeira geração dos stealth, o bombardeiro stealth B-2 Spirit e o caça F-22 Raptor), aguardando apenas o momento certo para fazer o primeiro contato !

(Para se aprofundar nesse assunto de OVNI’s, recomendamos o link abaixo : 

http://www.meuslinks.com/160532/rd/ufo-perseguido-por-jatos-e-helic…

        

Apesar de, a cada dia, mais e mais cientistas e religiosos admitirem a possibilidade de vida (e inteligente!) extraterrestre, existem ainda grupos de pessoas que se negam a considerar tal hipótese; então, para estes, fica o mote do filme (o abrir de olhos, no início e no fim da trama), quando o protagonista – Jake Sullivan, declara: “às vezes demora, às vezes é rápido, mas a gente sempre tem de acordar…”!

 

Postado por Denizard Ventura Regis, em 09/05/11, na Rede Espirit Book.