O mundo vive situação crítica, com confrontos por toda parte.

           Além das guerras no oriente, ações terroristas, demonstração de armamentos letais entre os Estados Unidos da América do Norte e a Coréia do Norte, a fome e a miséria campeiam em países pobres como, também, na periferia dos países do chamado primeiro mundo.

           A sociedade brasileira tem sido sacudida por escândalos de desvios milionários de verbas públicas, concorrências fraudadas e superfaturamento em licitações para obras públicas, corrupção ativa e passiva de agentes públicos e grandes empresas.

           O noticiário na mídia denunciando tais desvios na monta de bilhões, milhões de dólares envolvendo agentes públicos dos poderes: Legislativo, Executivo e grandes empresas chega a ser assustador.

           Por outro lado reportagens nos canais de televisão mostram a carência de recursos públicos nas áreas da saúde, da educação e da segurança.

           Hospitais mal equipados, com falta de aparelhagem necessária ou instrumentos parados por falta de conserto, falta  de recursos para aquisição de remédios e procedimentos médicos em quantidade e qualidade para atender os cidadãos.

           Cadeias, presídios e penitenciarias insuficientes no atendimento minimamente humano no atendimento às suas populações, com lotações muito além do legalmente permitido em que as pessoas, ainda que infratores, têm tratamento inferior ao de muitos animais chamados irracionais. Se a pena não é um castigo do Estado, nem pode sê-lo, o processo de reeducação e ressocialização desses detidos é totalmente inexistente. São tratados pior que feras, e como feras agirão, quando novamente, puderem retornar à sociedade.

           Estados e Prefeituras “falidos” por malversação  da receita pública e desvios criminosos de recursos existentes para o atendimento dos cidadãos nas referidas áreas administrativas.

           É um panorama tenebroso.

           As pessoas atônitas, em sua análise, se estendem ideologicamente da extrema direita à extrema esquerda, gerando conflitos de relacionamento, chegando âmbito da própria família.

           Na apreciação adequada desse panorama é necessário ter valores éticos e consciência política bem definidos e, sobretudo, o suporte de valores cristãos.

           Os espíritas têm diretrizes precisas para a compreensão dos momentos difíceis que a sociedade brasileira e o mundo estão atravessando.

           Quanto à situação mundial sabemos que a humanidade está em fase de transição para o mundo de Regeneração.

           Observemos o esclarecimento de Allan Kardec em A Gênese:  “ A humanidade progride, por meio dos indivíduos que pouco a  pouco se melhoram e instruem. Quando estes preponderam pelo número, tomam a dianteira e arrastam os outros. De tempo a tempos, surgem no seio dela homens de gênio que lhe dão impulso, vêm depois, como instrumentos de Deus, os que têm autoridade e, nalguns anos, fazem-na adiantar de muitos séculos.” ( Comentário de Allan Kardec à questão nº 789 de O Livro dos Espíritos.”)

           Há que se entender, então, que o progresso é da própria condição humana, por isso o homem  não pode opor-se-lhe. A ignorância e a maldade e até mesmo leis injustas, podem retardar seu desenvolvimento, mas não anulá-lo.

           Quando instituições e leis se tornam incompatíveis com ele, a própria evolução geral se incumbe de aniquilar tais organizações e revogar ordenamentos anacrônicos.

           A voz da Espiritualidade Superior esclarece e consola: “ O século XX surgiu no horizonte do globo, qual arena ampla de lutas renovadoras. As teorias sociais continuam seu caminho, tocando muitas vezes a curva tenebrosa dos extremismo, mas as revelações do além-túmulo descem às almas, como orvalho imaterial, preludiando a paz e a luz de uma nova era.

           Numerosas transformações são aguardadas e o Espiritismo esclarece os corações, renovando a personalidade espiritual das criaturas para o futuro que se aproxima. (A Caminho da Luz, Emmanuel/F.C.Xavier, pags.207/208, ed. FEB,15ª edição.)

           Estamos em um momento de intensa alfabetização política e nesse processo o espírita conta a iluminação espiritual que emerge de As Leis Morais de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, especialmente: Da Lei de Sociedade, Da Lei do Progresso, Da Lei de Igualdade, Da Lei

de Liberdade, Da Lei de Justiça, de Amor e de Caridade.

           Esse o nosso roteiro iluminador para mais serena, tranqüila e otimista visão nessa surpreendente e dolorosa quadra de vida que coletivamente estamos vivendo.

 

Aylton Paiva (Lins/SP)

Agente fiscal de rendas aposentado, ex-diretor da Câmara Municipal de Lins, escritor e dirigente espírita em Lins/SP.

paiva.aylton@terra.com.br

Postado na Rede Amigo Espírita, em 19/05/17.