O morador de rua Emir conseguiu retomar contato com a família, após ter seu pedido de reencontrar a filha divulgado nas redes sociais. Segundo a publicação feita por Mariana Lopes, Emir e sua filha se falaram no último fim de semana.

“Jamais imaginei uma mobilização nessas proporções por conta do Emir e sua filha. Minha intenção foi despretensiosa, quis somente que ele pudesse falar com sua filha, já que foi isso que ele me pediu naquele dia, simples assim. E isso aconteceu”, escreveu Mariana em publicação feita nesta terça-feira (6). “Agora todos nós podemos sair de cena.

 Para mim ficou um sentimento muito positivo nisso tudo: o mundo tem coisas ruins, mas ainda há muita gente boa propagando o bem”, complementa.

Segundo o site de VEJA, pai e filha estão combinando como e quando o encontro vai acontecer.

O pedido de Emir, que vive no Vale do Anhangabaú, na região central da cidade, repercutiu na internet na última semana. O apelo teve mais de 1 milhão de compartilhamentos no Facebook.

Mariana diz ter encontrado Emir durante festa do aniversário da cidade de São Paulo, no Vale do Anhangabaú. Ela se sentou por um momento no pé de uma árvore para descansar e ele pediu um pouco de vinho.

Depois, durante uma conversa, ele disse que era de Joinville, em Santa Catarina, e pediu para que Mariana ligasse para a filha dele, também residente da cidade. Porém, ele disse que não lembrava do número.

Na publicação, há uma foto de Mariana ao lado de Emir. “Se você for a Elizabete de Joinville que tem um pai chamado Emir, perdido por esse mundão, saiba que seu pai mora no vale do Anhangabaú, acompanhado de Deus e da fé dele, e que ele não entrou em contato com você ainda porque ele não sabe seu número. Mas ele pensa muito em você”, escreveu ela em publicação. “Quem quiser compartilhar, fique à vontade, quem sabe a gente chega até a Elizabete”.

Nosso comentário: nem de propósito, achei agora mesmo esta notícia constrangedora. Sim, de fato corta o coração, para quem o tem, evidentemente,  saber que existem milhares de pessoas morando na rua. É um complemente da postagem anterior. Será que um desses nababos que vivem a nada em dinheiro e com tanta mordomia, não consegue pensar nesses miseráveis? Se soubessem que em outra vida poderão estar nessas condições, talvez fizessem alguma coisa. Por isso a necessidade e importância de se conhecer a doutrina espírita. Na verdade, não tenho condição alguma de fazer o mínimo que seja por esses infelizes. Só Deus sabe como gostaria de ser rico em algum momento para fazer alguma coisa de positivo para esses considerados “marginais”. 

Todavia, o que posso fazer neste momento, é simplesmente o que estou fazendo agora, divulgar a realidade deste “miserável país” onde a miséria e a opulência andam de mãos dadas. Até quando?

Acorda Brasil!

Alberto Maçorano