Interessante o delinear de definições na vida da humanidade.Quantas palavras irónicas e debuxantes ouvimos, ao falamos alguma coisa sobre reencarnação, além de muita gente dizer também: mas…, será que prometi? Será que eu quis assim…? Tem que ser assim…? E, infelizmente, tem que ser assim.

Há poucos dias, em uma grande reunião de colónias, abordamos um assunto que destaca fielmente o que existe na humanidade, contradizendo o que se pensa das diferenças sociais. Porquê, alguém possui 18 suítes na sua casa, enquanto um andarilho dorme em baixo de uma marquise e ao relento? Merecimento? Porquê, alguém possui uma família compacta e estruturada e, em contrapartida, outras famílias se desagregam. Porquê, conseguimos ver tantos irmãos dando-se as mãos e, por outro lado, vemos tantos brigando e digladiando-se.

Será que tudo isso, ou só isso, explica a reencarnação? São dados concretos. São verdades constatadas a cada instante. Surgiu então uma pergunta, até inteligente. Será que todos aqueles que buscam uma marquise, será que todos aqueles que são chamados de andarilhos, pediram por isso ou pagam por isso? Uma grande pergunta. E então, entramos em discussão. É uma agregação dos dois elementos. Eu vim preparado e prometi que venceria esse obstáculo.  E, tal qual da outra vez, eu os tive na minha mão e não os venci, tornando-me um andarilho. O que é mais fácil? Continuar lutando ou tornar-me um andarilho, novamente? A porta mais larga: ser um andarilho.

Mas um andarilho tem perdão pela situação em que vive. Imaginem uma coisa. Eu não sei quantos andarilhos vocês conhecem, mas, se pesquisarem, verão qualidades ímpares e diferentes em cada um deles: um, é um grande pintor, outro, um grande poeta, outro, um grande desenhista e assim por diante. Mas, porquê, então, cair nessa situação? Se indagados, fatalmente contarão uma grande história de uma grande desilusão. Porquê, Deus permite que haja uma grande desilusão entre os seus filhos? Não é que Deus permite. Quando se usa o artifício chamado livre arbítrio, ficamos perante duas alternativas: usá-lo muito bem ou usá-lo muito mal. E, de uma maneira geral, poucos são aqueles que se propõem vencer obstáculos.

É mais fácil, aparentemente, entrar pela porta larga, livrando-se facilmente dos problemas que virão, não entendendo que a porta larga tende a afunilar e, lá no fundo, quase todos se pisoteiam; enquanto que na porta estreita, onde a entrada é dificultada, ela se abre, porque, se venceres os primeiros obstáculos, mostrarás a Deus a competência que adquiriste, vendo em ti alguém que poderá vencer. Assim, além do júbilo reconhecido por Deus, começará o processo de auxílio para acelerar a tua evolução.

É bonito quando ajudamos andarilhos, mas mais do que ajudá-los, dê-lhes uma palavra, estenda-lhes a mão. Não tenha nojo, sorria, e se ele esboçar um simples sorriso, acredita que já ganhaste um bom pedaço da glória de Deus. Que Deus fique com todos. Boa noite.

Psicofonia de Claudinei Fernando Mischiati
Ditado pelo espírito Willians de Paula Ferreira
Sociedade Espírita Beneficente e Assistencial Vóvó Deolinda
Ribeirão Preto, 24/06/2015

Em breve postaremos o áudio da palestra no You Tube

 

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