Não te interrompas nas tarefas do bem perante obstáculos que surjam no caminho.

Reflete na floresta primitiva e imagina-te rasgando veredas no verde selvagem.

A empresa reclamaria extrema dedicação.

Indispensável o manejo de instrumentos pesados que corrijam o mato inculto com o exercício constante da prudência, ante as investidas naturais de agentes hostis que habitando a paisagem por séculos consecutivos, compreensivelmente reagiriam contra a penetração dos recursos destinados à melhoria do solo.

A imagem recorda a construção das estradas de entendimento e paz entre as criaturas, muitas delas fixadas a campos mentais de incompreensão.

Se já percebeste a importância do bem, trabalha e não desanimes.

Se alguém te fere, desculpa e esquece, lembrando o espinho que dilacera porque não tem a contextura da flor.

Diante do serviço a fazer, não esperes pelos outros, mas inicia a cooperação a que te propões, dando o melhor de ti, ainda mesmo nas nobres realizações iniciantes, recordando que o palácio por mais belo, terá começado de pedra simples.

Na hipótese de algum companheiro esmorecer, afastando-se da ação em andamento, continua no encargo que abraçaste, mantendo a certeza de que o Poder Criador da Vida te encaminhará outros irmãos de esperança, que se te farão associados no erguimento do bem comum.

Não te percas em lamentos estéreis perdendo tempo.

Ama sempre, sem reclamar compensações que talvez te fizessem parar na trilha para a frente.

Sobretudo, não acredites em facilidades ou vantagens sem preço.

Progresso é sinónimo de suor.

Sublimação é o outro nome da renúncia.

Competência é comparável à vasta coleção de calos no pensamento.

E, na alma, toda a experiência tem a forma de cicatriz.

 

Pronto Socorro

(Emmanuel – Chico Xavier)