O desprendimento da alma, uma vez morto o corpo físico, começa pelas extremidades e vai-se completando na medida em que forem desligados os laços fluídicos que a prendem ao veículo carnal.

No livro Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz, cap. XIII, o instrutor Jerônimo informa que há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma: o centro vegetativo,ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, situado no cérebro.Essa foi a ordem em que ele atuou para facilitar o desprendimento de Dimas, descrito no referido livro.

A prece auxilia bastante o desprendimento do Espírito. Allan Kardec relata no livro O Céu e o Inferno o caso Augusto Michel, ocorrido em 1863, o qual pediu a um médium fosse até o cemitério orar no seu túmulo. O Espírito de Augusto Michel suplicou tanto, que o médium atendeu e no próprio cemitério ouviu o agradecimento de Michel, que se disse aliviado da constrição que antes o fazia preso ao corpo. Ao comentar o caso, Kardec indaga se o costume quase geral de orarmos ao pé dos defuntos não proviria da intuição inconsciente que se tem desse efeito.

Fonte: O Consolador

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 26/04/17, na Rede Espirit Book