Meus amigos, não são poucas as ilusões que o homem necessita alijar do seu coração, para a posse dessa felicidade em cuja busca consome os seus dias, destruindo às vezes ineficazmente as suas forças. 

A vida é o património sagrado de energias que a alma precisa coordenar para a aquisição de sua ventura espiritual, convindo não esquecerdes os vossos deveres sociais e espirituais dentro de qualquer situação em que sejais colocados. 

Muitos de vós pedis uma palavra nossa, uma orientação e um conselho, porém, não vos esqueçais que através do luminoso oráculo de vossas consciências, Deus se manifesta porque Deus é a Verdade, para eliminardes dos vossos espíritos o fardo de enganos, que carregais frequentemente anos a fio, adquirindo penosamente as experiências que representam as riquezas em vossas almas, de Sua presença constante em seus próprios corações. 

Todos vós sois falíveis. 

O homem luta a vida inteira com o assédio das tentações e, às vezes, cai nas ciladas que as suas próprias ilusões lhe preparam, causando-lhe danos que apenas os séculos de dores expiatórias podem reparar. 

Tendes, entretanto o meio de evitardes as quedas que tão dolorosamente vos surpreendem, perturbando a vossa marcha ascensional para Deus. 

Observai-vos intimamente. 

Sede tolerantes com o vizinho, sendo severos convosco mesmo. 

Todas as lições de moral são batidas e velhas, afirmais naturalmente. Todavia, as vossas novidades cientificas e religiosas só vos tem perturbado, conduzindo aos beirais de abismos tenebrosos. É ainda exemplos do passado que devereis volver os olhos. 

É ainda fortificando o instituto sagrado da família, reatando os laços da fé, confiando em uma Justiça Superior que podeis beneficiar à vossa civilização corrompida por todos os abusos, regenerando os seus costumes em todas as esferas das atividades individuais e coletivas. 

Vós, porém, amigos, tendes a missão consoladora. 

Mãos à obra! … E que o Evangelho do Mestre Divino seja o vosso roteiro em todos os momentos. 

 

Emmanuel

Do livro Ação, Vida e Luz, de Francisco Cândido Xavier. 

Postado por Nilza Garcia, em 03/08/16, na Rede Espirit Book