Chico contou-nos a história de Aninha, uma gata de estimação com a qual ele tinha o hábito de conversar; ela lhe respondia com acenos, movimentando a patinha peluda… Oravam juntos e ela se deitava aos seus pés, quando ele psicografava em casa…
Um dia, Aninha comeu uma lagartixa e envenenou-se; Chico internou-a na clínica veterinária de um amigo…

-Eu estava almoçando, meu filho, quando ouvi uma voz: – Chico, ela está partindo… pedi licença, interrompi o almoço e fui para clínica. Em lá chegando, parecia que ela só estava me esperando… assim que me viu, revirou os olhinhos e partiu. Ajoelhei-me perto dela, aconcheguei-a de encontro ao peito e chorei. Era uma amiga de muitos anos… saí de lá amparado e tive que orar para sair daquele estado. Olhe, meu filho, eu não vou sentir uma dor maior quando perder um parente, um amigo; vou chorar igual, sentir igual…

Durante uns 20 dias, continuou o Chico, o gatinho que ficou órfão, filho da Aninha, chorou procurando a mãe. Parecia que o miado dele falava mãe em inglês: “Mother, mother, mother…” peguei-o no colo e conversei com ele, tentando confortá-lo: – Eu sei – disse-lhe – que você não me entende as palavras, mas está ouvindo o meu coração… ela vai renascer entre nós!

E observou:
– Os espíritos me dizem que o animal com algum progresso sempre volta ao ambiente a que ele se habituou…

Lembrando o caso de Aninha, Chico se emociona, mas, percebendo a nossa estranheza, concluiu:

– Pois é, quando eu falo assim para os amigos, quando eu conto para os parentes o caso da Aninha, eles me olham espantados, exclamando: – Meu Deus, o Chico extrapolou!

E dá uma gostosa gargalhada…

Livro: As bênçãos de Chico Xavier 
C.A.Baccelli

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 30/11/17, na Rede Espirit Book