Datas fazem parte das convenções humanas para estabelecer no tempo realizações e acontecimentos, desde os mais simples e particulares, até os mais significativos para toda a Humanidade.

Dia virá em que 18 de abril será reconhecido popularmente como um marco para uma nova Era no planeta Terra, e podemos afirmar isso com segurança absoluta. Senão vejamos.

Mundialmente conhecida é a epopeia de Moisés, libertador do povo hebreu que se encontrava escravizado no Egito, e primeiro legislador no campo da moral. Assim também a de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se Moisés estabeleceu Leis comportamentais diante de um Deus punitivo, implantando a Primeira Revelação, o Senhor Jesus concentrou as Leis de Moisés e os Profetas na Lei de Amor, marca maior da Segunda Revelação, modificando o ponto de vista no qual nos relacionávamos com o Criador de todas as coisas e com o próximo, justificando as de Moisés na dureza de nossos corações. A partir de então estabeleceu-se a necessidade de moldar-se à essência do amor.

Passado mais de um milênio entre Moisés e Jesus, os Espíritos vinculados ao Planeta já estavam em condições de promover um salto conciencial, e Jesus o possibilitou implantando uma nova filosofia de vida, agora sob a ótica do espírito imortal, que preexiste e sobrevive ao corpo físico.

Educador por excelência, Jesus dosa as informações segundo as condições de então, apresentando-as de acordo com as possibilidades de entendimento, estimulando todos ao raciocínio através das mais diversas parábolas e comparações.

Mas, já se disse que a verdade é fruto do tempo, e mais do que ninguém o Cristo conhece cada uma de suas ovelhas, com suas respectivas limitações temporais. Nesse sentido, sabendo que o espírito necessita de experiências múltiplas para progredir em seu entendimento e moral, Jesus, conhecedor de toda a verdade espiritual planejou para o futuro a Terceira Revelação que, segundo suas próprias palavras, nos haveria de esclarecer sobre todas as coisas, e nos faria lembrar de tudo o que Ele havia dito, quando a condição intelecto-moral estivesse adequada para tal. E isso só seria possível através do mecanismo da reencarnação, o que Ele também ensinou.

Jesus chama a Terceira Revelação de Consolador. E ela seria reconhecida pelo seu conteúdo.

Assim, passados dezoito séculos desde sua vinda, eis que o Senhor convoca um dos mais lúcidos de seus discípulos, para implantar o Consolador na Terra.

Esse discípulo é Hipollyte Leon Denizard Rivail, reconhecido educador francês que sob o pseudônimo de Allan Kardec, através de esforços hercúleos e fazendo uso de toda a sua imensa inteligência e perspicácia, compila e sistematiza as respostas dadas pelos Espíritos Superiores às perguntas dirigidas a eles, em moral irretocável e com a mais absoluta racionalidade, compondo assim O Livro dos Espíritos, cujo lançamento se deu em 18 de abril de 1857.

Essa obra nos apresenta o Consolador prometido por Jesus Cristo, e a partir dela jamais se é o mesmo quando a ela se achega sem preconcepção de qualquer natureza.

Com O Livro dos Espíritos e as obras que a partir dele vem a lume, se acessa tudo o que envolve o Espírito Humano possibilitando a fé racional, portanto, sem dogmas. Acaba as superstições e o Inferno mitológico criado pela e para a consciência culpada.

Mas não é só isso. Com O Livro dos Espíritos nasce a Doutrina Espírita, ou Espiritismo, que reafirma toda a moral exarada no Evangelho de Jesus tirando-O da cruz e instalando-O em nossos corações, induzindo-nos à prática da caridade pura, à benevolência, à indulgência para com as imperfeições alheias e ao perdão.

Com a Doutrina Espírita Jesus está de volta em toda a Sua majestade, Espírito Puro que é, e agora reconhecido como o Governador Espiritual do Planeta Terra que continua cuidando, amorosamente, de Suas ovelhas conduzindo-as ao redil seguro e confortável, o Mundo de Regeneração a que se destina o Planeta. Mas não nos iludamos, é preciso deixarmos de ser lobos, e transformamo-nos em ovelhas, mansas, para experimentarmos e herdarmos o Planeta melhor e isso só será possível se implantarmos em nosso comportamento, em espírito e verdade, as imprescindíveis lições do Mestre de Nazaré.

Salve 18 de abril, o dia em que se comemora a implantação, no Planeta Terra, o Consolador prometido por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Postado por António Carlos Navarro, em 18/04/17, na Rede Amigo Espírita