Nesta data a humanidade começava a tomar conhecimento através de “O Livro dos Espíritos”, de maneira lógica e racional, de inúmeras questões até então envoltas em mistério e classificadas como fantásticas e ou sobrenaturais.

        O LIVRO DOS ESPÍRITOS

        “Como especialidade o Livro dos Espíritos, contém os princípios da Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual representa uma das suas fases. Essa a razão porque traz sobre o título  as palavras: FILOSOFIA ESPIRITUALISTA. (1)

Deus quis que a nova revelação chegasse aos homens por um meio mais rápido e autêntico. Eis porque encarregou os Espíritos de levarem de um pólo ao outro, manifestando-se por toda a parte, sem dar a ninguém o privilégio exclusivo de ouvir a sua palavra”. (2).

O CONTROLE UNIVERSAL

       O controle universal dos ensinos dos espíritos é uma garantia para a unidade futura do espiritismo, e anulará todas as teorias contraditórias. É nele que, no futuro, se procurará o critério da verdade. O que determina o sucesso da doutrina formulada no Livro dos Espíritos e no Livro dos Médiuns, foi que, por toda a parte, cada qual pode receber, diretamente dos espíritos, a confirmação do que eles ensinavam. Se de todas as partes, os espíritos as contradissessem esses livros teriam. após tão longo tempo, sofrido o destino das concepções fantásticas. O apoio mesmo da imprensa não os teria salvo do naufrágio; privados desse apoio, não deixaram de fazer rapidamente o seu caminho, porque tiveram o dos espíritos, cuja boa vontade compensou, com vantagem, a má vontade dos homens. Assim acontecerá com todas as ideias emanadas dos espíritos, que puderam suportar a prova desse controle, cujo poder ninguém pode contestar”.(3).

POSTURA EXPERIMENTAL

        “A postura experimental crítica é fundamental para o desenvolvimento da ciência espírita e, também para a sua divulgação. Não se aprende espiritismo por catequese, como nas religiões tradicionais, nem mesmo por meio de cursos e palestras onde apenas se ouve passivamente; mas sim pelo método ativo, por um diálogo amplo, onde as diversas situações metafísicas, psicológicas, morais, científicas, sociais, são debatidas e confrontadas com as hipóteses propostas pelos espíritos nas obras de Kardec e as ideias pessoais de cada um. O espírita precisa descobrir-se, conhecer-se a si mesmo, quais conceitos aceita,  para depois compará-los com a teoria dos espíritos. Esse é um esforço racional com o objetivo de compreender para só depois aceitá-la, se assim o desejar.

       ABANDONAR A PREGUIÇA

       Para ser espírita, segundo os métodos ensinados por Kardec, é preciso abandonar a preguiça de confiar que lhe digam o que deve saber ou acreditar. Abandonar a acomodação dos hábitos encanecidos. Libertar-se de pensamentos massificados e enraizados no velho mundo. O espírita é racional e moralmente autónomo, a sua fé “é racional”.(4).

(1) – O Livro dos Espíritos;

(2 e 3) – O Evangelho Seg. o Espiritismo;

(4) – Revolução Espírita.

Postado por Adão de Araújo, em 18/04/18, na Rede Espirit Book

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